Afinal, porque votamos?
Para que votamos?
Não estou a pensar especialmente no PS nem em Sócrates e sua oligarquia anti-social.
Estou sim a pensar nos milhares de "deuses" de "trazer por casa", que ao longo do tempo fomos elegendo, nós, professores, para os orgãos de gestão das escolas.
E que agora se assumem como as peças fundamentais para a implementação da actual política anti-docente e anti educação da Srª Maria Rodrigues.
Porque é necessário entender com clareza, que sem eles, sem a activa participação dos Srs. que exercem as funções nos Conselhos Executivos, seria de todo em todo impossível à Srª implementar a sua política.
Que nos interessa vê-los pelos corredores das escolas mostrando-se muito incomodados com a situação???
Que nos importa vê-los carregadinhos de "cagaço", a rezingar pelos corredores?
Será que pretendem que fiquemos cheios de pena deles???!!!
Se estão no cargo e se se comprometem a aplicar as actuais políticas da tutela, (porque ninguém os pode impedir juridicamente de pedirem a sua demissão!!!)
não lhes é moralmente lícito fazerem-se passar por vítimas da política que voluntária e conscientemente implementam!
Porque são eles, na verdade, os directos responsáveis pela aplicação das medidas anti-professores e de destruição do sistema educativo português, em cada uma e em todas as escolas de Portugal!
Não passarão incólumes!
Não viverão na tranquilidade da hipocrisia!
Não deixaremos que passem pelos intervalos dos pingos da chuva, sem que se molhem...
porque isso não seria possível...
e, porque, mesmo que o fosse,
não seria justo!
quarta-feira, novembro 01, 2006
Professores não ficam só a ver...
Tanto os sindicatos dosprofessores afectos à UGT como os afectos à CGTP decidiram aderir à greve convocada para 8 e 9 de Novembro.
NEM PODERIA SER DE OUTRA FORMA!
UNIDOS, COMO OS DEDOS DA MÃO!
NEM PODERIA SER DE OUTRA FORMA!
UNIDOS, COMO OS DEDOS DA MÃO!
quinta-feira, outubro 26, 2006
Agora, marcar faltas.
Agora, escrever cartas de faltas.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora, preencher grelha de Delegado de Turma, nome, morada, telefone.
Agora, preencher dados do sub delegado de Turma, nome, morada, telefone.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir ao CD entregar as grelhas do Delegado e Sub delegado,
Agora ir à Secretaria preencher os registos das cartas a enviar.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir assinar o livro de ponto dos dts que está na portaria.
Agora ir ordenar as folhas dos alunos que querem ir para os clubes.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir preencher a folhinha para ter rectroprojector amanhã.
Agora ir preencher a folhinha para anexar às fichas de trabalho e entregar na reprografia.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir esperar 15 minutos para ver se há substituição para fazer.
Agora, não houve substituição, dar uma "mãozinha" para os computadores do Centro de Recursos estarem a funcionar.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora pedir a caderneta à aluna para chamar cá a mãe.
Agora pedir a caderneta à outra luna para ver se a mãe assinou o recado.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora chamar a funcionária para ver se o Zezinho anda pelo pátio, pois está afaltar à aula.
Agora separar o ze do pedro que começaram à porrada.
Ah, deixem-nos ensinar!
Mas porque é que não nos deixam ensinar????
Agora, escrever cartas de faltas.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora, preencher grelha de Delegado de Turma, nome, morada, telefone.
Agora, preencher dados do sub delegado de Turma, nome, morada, telefone.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir ao CD entregar as grelhas do Delegado e Sub delegado,
Agora ir à Secretaria preencher os registos das cartas a enviar.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir assinar o livro de ponto dos dts que está na portaria.
Agora ir ordenar as folhas dos alunos que querem ir para os clubes.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir preencher a folhinha para ter rectroprojector amanhã.
Agora ir preencher a folhinha para anexar às fichas de trabalho e entregar na reprografia.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora ir esperar 15 minutos para ver se há substituição para fazer.
Agora, não houve substituição, dar uma "mãozinha" para os computadores do Centro de Recursos estarem a funcionar.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora pedir a caderneta à aluna para chamar cá a mãe.
Agora pedir a caderneta à outra luna para ver se a mãe assinou o recado.
Ah, deixem-nos ensinar!
Agora chamar a funcionária para ver se o Zezinho anda pelo pátio, pois está afaltar à aula.
Agora separar o ze do pedro que começaram à porrada.
Ah, deixem-nos ensinar!
Mas porque é que não nos deixam ensinar????
Lá foi
Chegou e sentou-se.
Primeiro calada.
Mas depois, em voz baixa contou.
Que estivera 10 minutos sentada dentro do carro.
No parque de estacionamento.
A chorar.
E à medida que falava, o tom de voz ia subindo e ao mesmo tempo e contraditoriamente ia-se também tornando ireegular no timbre, falsete às vezes.
E contava que já não conseguia suportar.
O stress. A indisciplina da turma.
Os alunos gritando com ela.
E pedia ajuda à colega mais experiente cujo rosto transbordava de angústia de não lhe saber responder.
Tocou.
Pediu desculpa de estar a incomodar com os seus problemas.
E lá foi.
Para o início de mais uma jornada.
terça-feira, outubro 24, 2006
Pim, PAM, Pum...
Pim Pam Pum....Estão aí os PAM!!!
Os famosos PAM.
Trata-se, pois, dos Planos de Acção para a Matemática.
1ª nota: sendo os PAM tão importantes e necessários, seria lógico pensar na importância de os divulgar, até para que os menos criativos se pudessem inspirar nos mais criativos....Mas népia. Vamos ao site doME e nem um dos já aprovados lá aparece. Que pena!
2ª nota: depois das enormes expectativas criadas nas escolas a respeito dos PAM (ele era a possibilidade de contratar novos professores para fazer face ao insucesso, ele era a possibilidade de desdobrar turmas para se trabalhar em grupos mais pequenos, ele era a posbilidade de adquirir novos equipamentos...) bem destas todas, as duas primeiras já foram totalmente postas fora de questão.
Contratar professores ou desdobrar turmas - VETADO
A ver vamos a chegada dos materiais solicitados...
Agora interessante, delicioso, verdadeiramente assombroso, é conhecer alguns dos PAM já aprovados.
Terei eu talvez azar, mas os que conheço e que já foram aprovados (embora alguns ainda sujeitos a reformulações), são páginas seguidas de banalidades didáctico-pedagógicas, (por serem não mais do que o que já é a prática corrente) que, entretanto se enfatiza, se reveste de lindas(?) roupagens linguisticas, se enche, preenche e completa com grelhas, e mais grelhas e quadros e mais quadros , mas que de verdadeiramente inovador, no que ao ensino da matemática respeita, é o absoluto vazio.
E, no entanto, foram horas de "trabalho" para escrever tantas folhinhas e pasá-las a computador.... E não estou a ser irónico! É que foi mesmo verdade!
Alguns PAM dão a ideia de terem nascido de parto distócico, em que o aborto apenas não foi feito por se afigurar mais rentável o deficiente nascituro.
(Já que com o nascimento do PAM, embora deformado e aberrante, se espera que algum material ou dinheirito venha a ser obtido).
Pim, Pam , Pum, estão aí os PAM!
A revolução no ensino da Matemática começou em Portugal!
Os famosos PAM.
Trata-se, pois, dos Planos de Acção para a Matemática.
1ª nota: sendo os PAM tão importantes e necessários, seria lógico pensar na importância de os divulgar, até para que os menos criativos se pudessem inspirar nos mais criativos....Mas népia. Vamos ao site doME e nem um dos já aprovados lá aparece. Que pena!
2ª nota: depois das enormes expectativas criadas nas escolas a respeito dos PAM (ele era a possibilidade de contratar novos professores para fazer face ao insucesso, ele era a possibilidade de desdobrar turmas para se trabalhar em grupos mais pequenos, ele era a posbilidade de adquirir novos equipamentos...) bem destas todas, as duas primeiras já foram totalmente postas fora de questão.
Contratar professores ou desdobrar turmas - VETADO
A ver vamos a chegada dos materiais solicitados...
Agora interessante, delicioso, verdadeiramente assombroso, é conhecer alguns dos PAM já aprovados.
Terei eu talvez azar, mas os que conheço e que já foram aprovados (embora alguns ainda sujeitos a reformulações), são páginas seguidas de banalidades didáctico-pedagógicas, (por serem não mais do que o que já é a prática corrente) que, entretanto se enfatiza, se reveste de lindas(?) roupagens linguisticas, se enche, preenche e completa com grelhas, e mais grelhas e quadros e mais quadros , mas que de verdadeiramente inovador, no que ao ensino da matemática respeita, é o absoluto vazio.
E, no entanto, foram horas de "trabalho" para escrever tantas folhinhas e pasá-las a computador.... E não estou a ser irónico! É que foi mesmo verdade!
Alguns PAM dão a ideia de terem nascido de parto distócico, em que o aborto apenas não foi feito por se afigurar mais rentável o deficiente nascituro.
(Já que com o nascimento do PAM, embora deformado e aberrante, se espera que algum material ou dinheirito venha a ser obtido).
Pim, Pam , Pum, estão aí os PAM!
A revolução no ensino da Matemática começou em Portugal!
Professores não podem só ficar a ver...
"Os sindicatos contestam a actualização salarial de 1,5% proposta pelo Executivo em 2007 e o aumento dos descontos dos trabalhadores para a ADSE de 1 para 1,5%. A paralisação anunciada esta terça-feira pelos dois sindicatos afectos à UGT coincide com a greve geral decretada no início deste mês pela Frente Comum, da CGTP.Além das questões salariais, os trabalhadores da Função Pública contestam também as alterações ao estatuto da aposentação, a criação de quadros de supranumerários, as mexidas nas justificação das faltas por doença e a forma como está a ser implementado o sistema da avaliação de desempenho dos trabalhadores do sector." in O Correio da manhã de hoje
Porque, entre outras razões:
-todas estas questões dizem também respeito aos professores;
-os professores não podem esperar solidariedade se não a retribuem;
-o peso da greve é maior se todos os sectores da função pública aderirem e não apenas alguns;
-a luta dos professores não alcançou ainda os resultados desejados;
-o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores afecta a todos em geral e não a nenhum grupo em particular;
Os professores devem aderir a esta greve, formando em conjunto com os outros sectores da função pública uma mole imensa de grevistas nos próximos dias 9 e 10 de Novembro!
Quem confessa não merece castigo.... Mas acaba por ser castigado!

"Antes de ganhar as eleições, não disse que ia pôr a saúde mais cara, aumentar os impostos sobre reformados, deficientes ou funcionários públicos, que ia subir de forma extraordinária os combustíveis e a electricidade, que ia introduzir portagens nas SCUTS, e agora está a fazer tudo ao contrário do que prometeu”, - justificou o presidente do PSD, durante uma visita ao Centro de saúde do Lumiar - in Correio da Manhã de hoje
"O dia devia ser de festa, mas a crise política húngara, que se arrasta há mais de um mês, voltou a transbordar para as ruas, com milhares de manifestantes afectos à oposição a tentarem avançar sobre o edifício do Parlamento para exigir a demissão do primeiro-ministro socialista Ferenc Gyurcsany"- in Correio da manhã de hoje
"A «bomba» caiu este domingo à noite, quando uma estação televisiva divulgou um discurso do primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, em que este admite ter mentido ao povo.
Na altura, no dia 26 de Maio, cerca de um mês depois do partido socialista húngaro ter sido reeleito, Gyurcsany falava com os membros do seu partido. A reunião foi à porta fechada, mas, quatro meses depois, o polémico discurso, com palavrões à mistura, veio a público e está acessível em vários sites húngaros." – in Portugal Diário on line
domingo, outubro 22, 2006
Diz Eduardo Prado Coelho
O umbigo da Ministra da Educação deve ser tão GRANDE que nãoa deixa ver/ouvir opiniões diferentes da sua.
Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que sedeve fazer, mas compreensão muito escassa da realidade concreta.
O que se passa com o ensino do Português e a aprendizagem dos textos literário é escandaloso. Onde deveria haver sensibilidade, finura e inteligência nacompreensão da literatura, há apenas testes de resposta múltipla completamente absurdos.
Assim não há literatura que resista.
Há tempos, dei o exemplo da regulamentação por minutos e distâncias de determinadas provas.
O ministériorespondeu-me que se baseavam na mais actualizada bibliografia e que tinham tido reacções entusiásticas perante tão inovadoras medidas.
Não me convenceram minimamente.
Trata-se de dispositivos ridículos e hilariantes, que provocam o mais elementar bom senso.
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta dealarme.
Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica.
Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se?
Não é certamente nas escolas que existemcondições para isso.
Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas , nunca consegui ler mais do que uma página seguida.
Não existem condições de concentração.
Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obsessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta.
A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras.
E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério.
Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido,estamos a criar uma escola tonta e insensata.
Neste benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos.
É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás,a maior das facilidades.
Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores.
Com isto prejudica o país, e prejudica o Governo, com um primeiro-ministro determinado e competente, mas que não pode estar atento a todos os pormenores.
E prejudica o PS, mas não sei se isto preocupa.
Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias de antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter. E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições. Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde.
Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde.
- Eduardo Prado Coelho
Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que sedeve fazer, mas compreensão muito escassa da realidade concreta.
O que se passa com o ensino do Português e a aprendizagem dos textos literário é escandaloso. Onde deveria haver sensibilidade, finura e inteligência nacompreensão da literatura, há apenas testes de resposta múltipla completamente absurdos.
Assim não há literatura que resista.
Há tempos, dei o exemplo da regulamentação por minutos e distâncias de determinadas provas.
O ministériorespondeu-me que se baseavam na mais actualizada bibliografia e que tinham tido reacções entusiásticas perante tão inovadoras medidas.
Não me convenceram minimamente.
Trata-se de dispositivos ridículos e hilariantes, que provocam o mais elementar bom senso.
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta dealarme.
Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica.
Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se?
Não é certamente nas escolas que existemcondições para isso.
Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas , nunca consegui ler mais do que uma página seguida.
Não existem condições de concentração.
Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obsessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta.
A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras.
E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério.
Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido,estamos a criar uma escola tonta e insensata.
Neste benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos.
É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás,a maior das facilidades.
Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores.
Com isto prejudica o país, e prejudica o Governo, com um primeiro-ministro determinado e competente, mas que não pode estar atento a todos os pormenores.
E prejudica o PS, mas não sei se isto preocupa.
Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias de antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter. E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições. Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde.
Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde.
- Eduardo Prado Coelho
sábado, outubro 21, 2006
Só de vez em quando....
De vez em quando lá me sai um post sobre práticas pedagógicas.
Mas é só de vez em quando.
O que é estranho, sendo este blog denominado profes.
Ba.... poucos posts pedagógicos, que importância tem lá isso?
Pois...No blog não tem!
Mas tem, quando sabemos que por motivos de uma enorme instabilidade profissional se criou em nós uma necessidade imperiosa de discutir a carreira deixando para momentos mais favoráveis a discussão das práticas do dia a dia.
E isso aconteceu-nos a todos, independentemente dos diferentes "credos" que professamos.
E ocupamos o tempo a pensar como divertir os meninos na aula de substituição de amanhã, e em arranjar um joguinho novo que eles apreciem, e em preparar uma planificação de chacha, para se tivermos te faltar....
E o tempo sério da verdade de ser professor, vais esperando melhores oportunidades de se fazer real.
Esta é, talvez, uma das resultantes mais objectiva das políticas educativas dessa senhora, colocada onde não devia estar e secundada pela irresponsabilidade que resulta da teimosia dum aspirante a ditador.
Frágil ditador, que nem o peso das SCUTs, afinal, foi capaz de aguentar...
Mas é só de vez em quando.
O que é estranho, sendo este blog denominado profes.
Ba.... poucos posts pedagógicos, que importância tem lá isso?
Pois...No blog não tem!
Mas tem, quando sabemos que por motivos de uma enorme instabilidade profissional se criou em nós uma necessidade imperiosa de discutir a carreira deixando para momentos mais favoráveis a discussão das práticas do dia a dia.
E isso aconteceu-nos a todos, independentemente dos diferentes "credos" que professamos.
E ocupamos o tempo a pensar como divertir os meninos na aula de substituição de amanhã, e em arranjar um joguinho novo que eles apreciem, e em preparar uma planificação de chacha, para se tivermos te faltar....
E o tempo sério da verdade de ser professor, vais esperando melhores oportunidades de se fazer real.
Esta é, talvez, uma das resultantes mais objectiva das políticas educativas dessa senhora, colocada onde não devia estar e secundada pela irresponsabilidade que resulta da teimosia dum aspirante a ditador.
Frágil ditador, que nem o peso das SCUTs, afinal, foi capaz de aguentar...
Filósofo enganado...
"Os progressos técnicos, que toda a gente está confundindo cada vez mais com
progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio que, excelente em si próprio, porque nos aproxima exactamente daquele contemplar dos lírios e das aves que deve ser nosso ideal, vai criar […] uma força de ataque e de triunfo; mais gente vai ter cada vez mais tempo para ouvir rádio e para ir ao cinema, para frequentar museus, para ler revistas ou para discutir política...."
- Agostinho da Silva em "Aproximações
Não compreendendo que as tais vantagens do tal progresso técnico são sempre e só para alguns....
progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio que, excelente em si próprio, porque nos aproxima exactamente daquele contemplar dos lírios e das aves que deve ser nosso ideal, vai criar […] uma força de ataque e de triunfo; mais gente vai ter cada vez mais tempo para ouvir rádio e para ir ao cinema, para frequentar museus, para ler revistas ou para discutir política...."
- Agostinho da Silva em "Aproximações
Não compreendendo que as tais vantagens do tal progresso técnico são sempre e só para alguns....
sexta-feira, outubro 20, 2006
Palavras de Sócrates, referindo-se aos militantes do PS? Ou da Ministra da Educação, dirigindo-se aos professores?
Não estão connosco os que preferem à obediência a sua liberdade de acção nem os que sobrepõem às directrizes superiormente traçadas as indicações da sua inteligência, ainda que esclarecida, ou os impulsos, ainda que nobres, da sua vontade.
E a resposta certa é: António de Oliveira Salazar, Discursos, volume 1º , pág. 183 e 184
Não estão connosco os que preferem à obediência a sua liberdade de acção nem os que sobrepõem às directrizes superiormente traçadas as indicações da sua inteligência, ainda que esclarecida, ou os impulsos, ainda que nobres, da sua vontade.
E a resposta certa é: António de Oliveira Salazar, Discursos, volume 1º , pág. 183 e 184
Como os dedos da mão!!!
CERRAR FILEIRAS
Há que reconhecer.
O ultimato dado pelo ministério é uma estratégia política inteligente.
Cria um complexo de possibilidades cuja probabilidade resolutiva é favorável à tutela, senão, vejamos:
1ª possibilidade: desagregação da frente unida constituida pelos diferentes sindicatos que representam sensibilidades diferentes e cuja unidade de acção é sempre tão difícil conseguir
2ª possibilidade: recusa pelos sindicatos da porposta da tutela e isolamemto desses mesmos sindicatos relativamente aos professores, ao ser implementada a 3ª proposta de ECD em vez da 4ªque, apesar de tudo, sempre tem uma ou outra "benesse";
3ª possibilidade: aceitação pelos sindicatos da 4ª proposta e das suas condições e desprestígio desses mesmo sindicatos no meio docente, nomeadamente tendo em conta o esforço financeiro feito para que a greve fosse um sucesso
4ª possibilidade: não aceitação da proposta e suas condições e menor poder negocial en sede de diálogo de consertação.
5º Em qulquer dos casos, avanço para as transformações que a tutela pretende no sentido de poupar dinheiro ao orçamento de estado.
Há que reconhecer.
O ultimato dado pelo ministério é uma estratégia política inteligente.
Cria um complexo de possibilidades cuja probabilidade resolutiva é favorável à tutela, senão, vejamos:
1ª possibilidade: desagregação da frente unida constituida pelos diferentes sindicatos que representam sensibilidades diferentes e cuja unidade de acção é sempre tão difícil conseguir
2ª possibilidade: recusa pelos sindicatos da porposta da tutela e isolamemto desses mesmos sindicatos relativamente aos professores, ao ser implementada a 3ª proposta de ECD em vez da 4ªque, apesar de tudo, sempre tem uma ou outra "benesse";
3ª possibilidade: aceitação pelos sindicatos da 4ª proposta e das suas condições e desprestígio desses mesmo sindicatos no meio docente, nomeadamente tendo em conta o esforço financeiro feito para que a greve fosse um sucesso
4ª possibilidade: não aceitação da proposta e suas condições e menor poder negocial en sede de diálogo de consertação.
5º Em qulquer dos casos, avanço para as transformações que a tutela pretende no sentido de poupar dinheiro ao orçamento de estado.
Há que reconhecer que esta é uma fase extremamente dificil para quem estáno cargo de dirigente sindical e tem de tomar uma decisão.
Dificilmente alguém poderá ter a certeza da decisão certa a tomar.
Mas por isso mesmo há que cerrar fileiras e apoiar a decisão que vier a ser tomada pelas direcções dos sindicatos!!!
Unidos, como os dedos da mão!!!
quinta-feira, outubro 19, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
DECO é estúpida. Pim!
A associação de defesa dos consumidores DECO considera socialmente injusto o aumento de 15,7 por cento das tarifas de electricidade proposto pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para 5,3 milhões de consumidores domésticos.
Porque a DECO é estúpida e não percebe nada de economia.
Na verdade este aumento é justo e muito favorável aos consumidores.
É que é este aumento que torna apetecível e viável à Iberdrola e outros tantos, entrarem no mercado da electricidade em Portugal.
Depois disso, graças à livre concorrência, os preços irão baixar apreciavelmente, talevez mesmo mais de 0,5 %!!!
Logo, os consumidores têm tudo a ganhar!
Avante, camarada Pina Moura!
Porque a DECO é estúpida e não percebe nada de economia.
Na verdade este aumento é justo e muito favorável aos consumidores.
É que é este aumento que torna apetecível e viável à Iberdrola e outros tantos, entrarem no mercado da electricidade em Portugal.
Depois disso, graças à livre concorrência, os preços irão baixar apreciavelmente, talevez mesmo mais de 0,5 %!!!
Logo, os consumidores têm tudo a ganhar!
Avante, camarada Pina Moura!
Bendito telemóvel!
Pela primeira vez o homem perdia a compostura, e era vê-lo, espumando de raiva e batendo com o punho em cima da mesa.
A correr e temendo pelo bem estar cardíaco do seu líder, António Costa acorreu a ver o que se passava...
-Então, José, que é que se passa?
-Tu já viste um cabrão (desculpa mas estou fora de mim!) um gajo destes? Ouviste o que ele acabou de dizer às televisões?
-Não....QUe é que ele disse?
- Pois disse que a crise acabou, este cabrão! (desculpa, não costumo usar estas palavras mas é que não estou em mim!)
- QuÊ? O Gajo disse isso? Mas é parvo ou quê?
-Pois, vê lá tu. Que é e que vamos dizer aos sindicatos nas negociações salariais?
-E como vamos explicar o orçamento de estado?
- Mas este gajo é do nosso governo ou é da oposição?
-Oh António, passa-me o telemóvel, faz favor!
-Está? Pinho?
Tu és básico, tu és um infantil do caraças meu, então a crise acabou? Eu por acaso disse-te isso alguma vez? Vais já fazer um desmentido, meu infantil de merda!
E foi assim que, sem mais perda de tempo, o Pinho veio confessar a sua infantilidade perante o bom povo português.
A correr e temendo pelo bem estar cardíaco do seu líder, António Costa acorreu a ver o que se passava...
-Então, José, que é que se passa?
-Tu já viste um cabrão (desculpa mas estou fora de mim!) um gajo destes? Ouviste o que ele acabou de dizer às televisões?
-Não....QUe é que ele disse?
- Pois disse que a crise acabou, este cabrão! (desculpa, não costumo usar estas palavras mas é que não estou em mim!)
- QuÊ? O Gajo disse isso? Mas é parvo ou quê?
-Pois, vê lá tu. Que é e que vamos dizer aos sindicatos nas negociações salariais?
-E como vamos explicar o orçamento de estado?
- Mas este gajo é do nosso governo ou é da oposição?
-Oh António, passa-me o telemóvel, faz favor!
-Está? Pinho?
Tu és básico, tu és um infantil do caraças meu, então a crise acabou? Eu por acaso disse-te isso alguma vez? Vais já fazer um desmentido, meu infantil de merda!
E foi assim que, sem mais perda de tempo, o Pinho veio confessar a sua infantilidade perante o bom povo português.
São os comunistas!
Quem tem uns aninhos sabe que, no tempo da "velha senhora", sempre que acontecia alguma agitação social, Salazar e seus correligionários diziam tratar-se sempre de tentativas de desetabilização do regime provocada pelos comunistas a soldo de interesses estrangeiros (URSS). Ou, se alguém contestava algum aspecto da política de então era de imediato rotulado de "perigoso agitador comunista"
Assim torna-se delicioso ler o texto que se segue, em que, qualquer semelhança com o que se passava nesses tempos é, com toda a certeza, pura coincidência e não mais do que isso.
"Na campanha interna do partido, o secretário-geral do PS, José Sócrates, foi recebido na Madeira, Évora e Coimbra com protestos contra as políticas do Governo, nas áreas da Educação e da Saúde. O PS contra-atacou ontem, pelo seu porta-voz, Vitalino Canas, lembrando os tempos do PREC (Processo Revolucionário Em Curso). O dirigente não tem dúvidas: “Parece que há aqui um padrão de comportamento, certamente comandado por alguma organização, eventualmente ligada ao PCP. Que era quem nos anos 70, quando a Democracia não se tinha consolidado, utilizava muito essas formas de intimidação extrademocráticas, de perturbação do funcionamento dos outros partidos.”
Vale também a pena realçar que o "democrata" Vitalino Canas considera que protestos na rua são "formas de intimidação extrademocráticas", embora a Constituição da Republica Portuguesa diga exactamente o contrário... Bem, talvez o referencial constitucional de Vitalino seja ainda a a Constituição de 1933...
Assim torna-se delicioso ler o texto que se segue, em que, qualquer semelhança com o que se passava nesses tempos é, com toda a certeza, pura coincidência e não mais do que isso.
"Na campanha interna do partido, o secretário-geral do PS, José Sócrates, foi recebido na Madeira, Évora e Coimbra com protestos contra as políticas do Governo, nas áreas da Educação e da Saúde. O PS contra-atacou ontem, pelo seu porta-voz, Vitalino Canas, lembrando os tempos do PREC (Processo Revolucionário Em Curso). O dirigente não tem dúvidas: “Parece que há aqui um padrão de comportamento, certamente comandado por alguma organização, eventualmente ligada ao PCP. Que era quem nos anos 70, quando a Democracia não se tinha consolidado, utilizava muito essas formas de intimidação extrademocráticas, de perturbação do funcionamento dos outros partidos.”
Vale também a pena realçar que o "democrata" Vitalino Canas considera que protestos na rua são "formas de intimidação extrademocráticas", embora a Constituição da Republica Portuguesa diga exactamente o contrário... Bem, talvez o referencial constitucional de Vitalino seja ainda a a Constituição de 1933...
Escolha do jantar "à Sócrates" ou de "como se faz consertação em democracia"
Mãe:Vamos lá a saber: o que querem para o jantar?
-carne assada, diz o Zé,
-carne assada com puré de batata, diz a Maria.
Mãe:Bem, bem, o jantar vai ser pescada cozida, isso está fora de causa! Portanto, digam agora lá:o que querem para o jantar?
-Pescada cozida, dizem alegremente a Maria e o José! E disseram também à mãe que a queriam com um pouco de sal, o que a mãe de imediato aceitou.
E assim aconteceu a negociação daquele jantar na família Esteves.
-carne assada, diz o Zé,
-carne assada com puré de batata, diz a Maria.
Mãe:Bem, bem, o jantar vai ser pescada cozida, isso está fora de causa! Portanto, digam agora lá:o que querem para o jantar?
-Pescada cozida, dizem alegremente a Maria e o José! E disseram também à mãe que a queriam com um pouco de sal, o que a mãe de imediato aceitou.
E assim aconteceu a negociação daquele jantar na família Esteves.
Parafraseando Brecht
Primeiro lixaram os estagiários,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida tramaram as educadoras,
mas a mim não me afectou
porque não sou educadora.
Depois denegriram os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez dos de escalões baixos,
mas como não sou desses,
também não liguei.
Agora atacaram-me a mim
e quando percebi, já era tarde.
brincadeira parafraseando o poeta e dramaturgo Bertolt Brecht.
- texto de Zoltrix
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida tramaram as educadoras,
mas a mim não me afectou
porque não sou educadora.
Depois denegriram os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez dos de escalões baixos,
mas como não sou desses,
também não liguei.
Agora atacaram-me a mim
e quando percebi, já era tarde.
brincadeira parafraseando o poeta e dramaturgo Bertolt Brecht.
- texto de Zoltrix
quarta-feira, outubro 11, 2006

Fui comprar uma trela para o cão.
Fui a uma "loja dos chineses".
Muito mais barata!
Usei-a ontem. Usei-a hoje.
Começou a fazer um ruido estranho. E agora tenho de puxar o"botãozinho" para fora para ela enrolar, se não encrava.
Agita-se e ouve-se um estranho ruído de qualquer coisa solta lá dentro.
Bem.
Decidi abri-la.
O plástico estava partido em vários locais e a mola deixopu de ter suporte e estava solta lá dentro. Um dos apoios dos parafusos de fixação também já não existe.
E é esta trela de merda chinesa que justifica a política dos baixos salários, da precariedade do trabalho, das benesses às empresas!
É mesmo uma merda dumaTrela!!!
Uma no cravo outra na ferradura?
"Lá boas palavras tem você, ti Toino, o pior foram os bacorinhos que se perderam...."
Algumas palavras proferidas hoje, por Manuel Alegre:
“Não se pode equilibrar o orçamento à custa dos direitos sociais. Não se pode endireitar as contas públicas à custa dos doentes e dos reformados, nem da desertificação do interior", sublinhou o histórico socialista. Insurgindo-se contra a aplicação de taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos, o aumento dos impostos sobre pensionistas e a extinção de urgências hospitalares”
“A autoridade pela autoridade não faz parte da cidadania democrática, nem dos valores do 25 de Abril."
"É preciso que quem exerce, com legitimidade, o poder democrático, não se feche em si mesmo nem deixe de ouvir a rua."
“queiram ou não, volta a haver medo em Portugal”
Só falta agora,depois do que acaba de dizer, vê-lo a votar favoravelmente o orçamento do governo " " " " socialista" " " " "!
Algumas palavras proferidas hoje, por Manuel Alegre:
“Não se pode equilibrar o orçamento à custa dos direitos sociais. Não se pode endireitar as contas públicas à custa dos doentes e dos reformados, nem da desertificação do interior", sublinhou o histórico socialista. Insurgindo-se contra a aplicação de taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos, o aumento dos impostos sobre pensionistas e a extinção de urgências hospitalares”
“A autoridade pela autoridade não faz parte da cidadania democrática, nem dos valores do 25 de Abril."
"É preciso que quem exerce, com legitimidade, o poder democrático, não se feche em si mesmo nem deixe de ouvir a rua."
“queiram ou não, volta a haver medo em Portugal”
Só falta agora,depois do que acaba de dizer, vê-lo a votar favoravelmente o orçamento do governo " " " " socialista" " " " "!
Soma e segue!
Perante a intotal capacidade de agir por parte do Ministério da Educação da Dª Lurdes, a vioplência nas escolas "soma e segue", alimentada pelas constante desvalorização e desautorização dos professores por parte da Dª Lurdes e seus lambe-botas no poder...
"Os factos denunciados ocorreram anteontem, cerca das 17h00, perto do final de uma aula de Educação Visual e Tecnológica a uma turma do 5.º ano. Um dos alunos insistia em contrariar o regulamento mantendo o boné na cabeça. Depois de repetidos avisos, a professora optou por retirar o boné ao rapaz, guardando-o na sua malinha e indicando que seria devolvido no final da aula. O aluno foi buscar o boné, remexendo nos pertences pessoais da professora, que admoestou o aluno. Este reagiu a soco e a pontapé. “Ele espumava, tal era a raiva por ser confrontado. Tive medo de o agarrar”, disse a professora, que procurou refúgio atrás de um armário, mas acabou por ser atingida com violência na mama à qual foi operada há dez anos, para remoção de um tumor, e na qual continua a ter riscos oncológicos. Em 24 anos de profissão, nove dos quais em Quarteira, nunca a professora tinha enfrentado tal situação
A professora queixosa terá sido confrontada pela mãe do aluno nos corredores da escola logo a seguir à aula. “Entrou na escola sem autorização e porque não estava ninguém na portaria – situação que também denunciou na participação – insultou-me, acusando--me de ter agredido o filho e dizendo que a palavra dos professores de nada vale.” De acordo com a docente, o aluno em causa mostra sinais de ter problemas domésticos: “Tenho notado no miúdo grandes olheiras e comportamentos provocatórios, para chamar a atenção. A directora de turma disse que ele leva pancada em casa.” - Correio da Manhã - edição de hoje
"Os factos denunciados ocorreram anteontem, cerca das 17h00, perto do final de uma aula de Educação Visual e Tecnológica a uma turma do 5.º ano. Um dos alunos insistia em contrariar o regulamento mantendo o boné na cabeça. Depois de repetidos avisos, a professora optou por retirar o boné ao rapaz, guardando-o na sua malinha e indicando que seria devolvido no final da aula. O aluno foi buscar o boné, remexendo nos pertences pessoais da professora, que admoestou o aluno. Este reagiu a soco e a pontapé. “Ele espumava, tal era a raiva por ser confrontado. Tive medo de o agarrar”, disse a professora, que procurou refúgio atrás de um armário, mas acabou por ser atingida com violência na mama à qual foi operada há dez anos, para remoção de um tumor, e na qual continua a ter riscos oncológicos. Em 24 anos de profissão, nove dos quais em Quarteira, nunca a professora tinha enfrentado tal situação
A professora queixosa terá sido confrontada pela mãe do aluno nos corredores da escola logo a seguir à aula. “Entrou na escola sem autorização e porque não estava ninguém na portaria – situação que também denunciou na participação – insultou-me, acusando--me de ter agredido o filho e dizendo que a palavra dos professores de nada vale.” De acordo com a docente, o aluno em causa mostra sinais de ter problemas domésticos: “Tenho notado no miúdo grandes olheiras e comportamentos provocatórios, para chamar a atenção. A directora de turma disse que ele leva pancada em casa.” - Correio da Manhã - edição de hoje
Só por isto, já valeu a pena!
A enorme manifestação dos professores, já conseguiu, pelo menos, pôr algumas pessoas a pensar e a concluir que algo de errado se passa no mundo da educação em Portugal e nas políticas deste nosso desgoverno para este sector.
Por isso aqui se transcreve o texto de Pacheco Pereira, no seu blog "o abrupto", para aqueles que habitulamente não o visitam..
Vale a pena lê-lo com atenção!
"O modo como a manifestação dos professores foi tratada mostra a fragilidade do nosso jornalismo, que tem muita dificuldade em sair do habitual, em perceber o que é diferente, para além das legítimas dúvidas sobre a governamentalização da RTP que suscita.
A manifestação dos professores não foi apenas uma manifestação bem sucedida para os sindicatos, não foi apenas a "maior" manifestação dos professores, foi um elemento qualitativamente novo na análise da situação do nosso ensino.
Mereceria que se lhe estivesse mais atento porque mostra uma ruptura entre os professores e o Ministério sem precedentes e que não pode deixar de ter consequências sobre o que se passa nas escolas.
Mereceria um comentário mais qualificado, fora do tradicional conflito sindical, mereceria que se tentasse perceber por que razão o Ministério alienou nas escolas a parte mais qualificada dos professores que podiam ser o suporte de muitas das reformas que têm vindo a ser propostas e que são vitalmente necessárias.
Mostra o preço do estilo do governo de tentar fazer reformas atacando os grupos profissionais no seu conjunto pelos seus "privilégios", o que no caso dos professores foi fatal.
Os professores são uma profissão muito especial, com grandes fracturas internas, muito maus hábitos mas também um dos ambientes de trabalho mais árduos que se possa imaginar, tendo que defrontar problemas sociais, familiares, culturais, para que não tem meios nem qualificações, para que nem sequer é suposto que escola tenha eficácia.
Mas há uma minoria de professores, uma minoria porque a profissão está muito degradada, que se dedica de forma quase "vocacional" ao ensino e esses desejavam há muito algumas das reformas que o Ministério se propõe fazer.
Sucede que esses professores também sabem bem demais o papel negativo que o Ministério sempre teve e as enormes responsabilidades do aparelho burocrático-sindical que o domina.
Revoltaram-se por passarem a bodes expiatórios de uma situação que sempre combateram, sem qualquer assunção de responsabilidades próprias do Ministério.
Alguns pela primeira vez foram ontem a uma manifestação sindical".
- Pacheco Pereira
Pacheco Pereira engana-se, (ou pretende enganar-nos) porém, quantitativamente. São os maus professores que são uma minoria nas escolas e não o inverso.
Mas é verdade que alguns dos muitos bons professores que existem nas escolas se estrearam desta vez na participação em manifestações.
Por isso aqui se transcreve o texto de Pacheco Pereira, no seu blog "o abrupto", para aqueles que habitulamente não o visitam..
Vale a pena lê-lo com atenção!
"O modo como a manifestação dos professores foi tratada mostra a fragilidade do nosso jornalismo, que tem muita dificuldade em sair do habitual, em perceber o que é diferente, para além das legítimas dúvidas sobre a governamentalização da RTP que suscita.
A manifestação dos professores não foi apenas uma manifestação bem sucedida para os sindicatos, não foi apenas a "maior" manifestação dos professores, foi um elemento qualitativamente novo na análise da situação do nosso ensino.
Mereceria que se lhe estivesse mais atento porque mostra uma ruptura entre os professores e o Ministério sem precedentes e que não pode deixar de ter consequências sobre o que se passa nas escolas.
Mereceria um comentário mais qualificado, fora do tradicional conflito sindical, mereceria que se tentasse perceber por que razão o Ministério alienou nas escolas a parte mais qualificada dos professores que podiam ser o suporte de muitas das reformas que têm vindo a ser propostas e que são vitalmente necessárias.
Mostra o preço do estilo do governo de tentar fazer reformas atacando os grupos profissionais no seu conjunto pelos seus "privilégios", o que no caso dos professores foi fatal.
Os professores são uma profissão muito especial, com grandes fracturas internas, muito maus hábitos mas também um dos ambientes de trabalho mais árduos que se possa imaginar, tendo que defrontar problemas sociais, familiares, culturais, para que não tem meios nem qualificações, para que nem sequer é suposto que escola tenha eficácia.
Mas há uma minoria de professores, uma minoria porque a profissão está muito degradada, que se dedica de forma quase "vocacional" ao ensino e esses desejavam há muito algumas das reformas que o Ministério se propõe fazer.
Sucede que esses professores também sabem bem demais o papel negativo que o Ministério sempre teve e as enormes responsabilidades do aparelho burocrático-sindical que o domina.
Revoltaram-se por passarem a bodes expiatórios de uma situação que sempre combateram, sem qualquer assunção de responsabilidades próprias do Ministério.
Alguns pela primeira vez foram ontem a uma manifestação sindical".
- Pacheco Pereira
Pacheco Pereira engana-se, (ou pretende enganar-nos) porém, quantitativamente. São os maus professores que são uma minoria nas escolas e não o inverso.
Mas é verdade que alguns dos muitos bons professores que existem nas escolas se estrearam desta vez na participação em manifestações.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Sim, Srª Ministra!
"Apelo aos professores para que leiam e conheçam por si próprios as propostas do Ministério da Educação que estão em cima da mesa." - apelo melodramático da Srª Ministra, feito hoje.
Mais uma vez a Srª insulta os professores. Desta vez chama-lhes ignorantes, porque ela descobriu que não conhecem as propostas do seu ministério. Como ela descobriu isso, ainda está por saber....
Por outro lado chama-lhes implicitamente estúpidos, porque acha que "se deixam levar" pelas "forças do mal" leia-se, os sindicalistas.
Ora bastaria a Srª visitar as páginas on line dos diferentes sindicatos para constatar que aí se transcrevem, na íntegra, as propostas de sua Exª, que, depois, naturalmente se comentam.
Mas é próprio de um governo que cada vez mais resvala para o autoritarismo e para práticas não democráticas, a crítica sistemática dos sindicatos e dos sindicalistas.
Este governo não se dá bem com os sindicatos.
Como se sindicatos e sindicalistas não fossem parte fundamental dum regime democrático.
É que na verdade não há regimes democráticos sem sindicatos livres e atónomos.
A crítica sistemática a sindicatos e sindicalistas vem pôr a nu a verdadeira natureza totalitária do actual governo português que não sabe lidar com os processos democráticos de contestação de políticas governativas concretas.
Entretanto é delicioso ver os prestimosos moços de recados da informação desdobrarem-se em "elaboradas" teses, como por exemplo a contestação da permanência duramte muitos anos de determinados sindicalistas à frente de muitos sindicatos.
Que não pode ser!
Que é necessário renovar.
Curiosa tese... Então e há quantos anos temos nós, por exemplo, Cavaco Silva nas esferas do poder? E Jorge Sampaio? Sócrates, surgiu agora na política? O Sr. Presidente da Assembleia da República será por acaso um ilustre desconhecido?
Na verdade o que esta tese pretenderia era a existência de políitcos experimentados, batidos, do lado dos governos e ingénuos inexperientes à frente das políticas sindicais.
Que bom seria se assim fosse para os governos de Portugal!!!!
Srª Ministra: os professores leram com atenção as suas proposta.
E é porque as leram que estão ao lado dos seus sindicatos na luta contra a sua implementação!
E se há ainda alguns que estão passivamente de braços cruzados, pois esses são aquele que ainda não tiveram tempo para apreciar cuidadosamente as suas propostas de destruição da dignidade profissional dos professores e da sua carreira.
Mas também esses seguramente, virão a seguir o apelo de Vª Exª e assim que procederem à leitura atenta de tais propostas, por certo engrossarão o caudal de protesto que a há-de levar a si na enchurrada da revolta até que se afogue no mar de iniquidade social que o seu execrável governo fascizante desenvolve.
Mais uma vez a Srª insulta os professores. Desta vez chama-lhes ignorantes, porque ela descobriu que não conhecem as propostas do seu ministério. Como ela descobriu isso, ainda está por saber....
Por outro lado chama-lhes implicitamente estúpidos, porque acha que "se deixam levar" pelas "forças do mal" leia-se, os sindicalistas.
Ora bastaria a Srª visitar as páginas on line dos diferentes sindicatos para constatar que aí se transcrevem, na íntegra, as propostas de sua Exª, que, depois, naturalmente se comentam.
Mas é próprio de um governo que cada vez mais resvala para o autoritarismo e para práticas não democráticas, a crítica sistemática dos sindicatos e dos sindicalistas.
Este governo não se dá bem com os sindicatos.
Como se sindicatos e sindicalistas não fossem parte fundamental dum regime democrático.
É que na verdade não há regimes democráticos sem sindicatos livres e atónomos.
A crítica sistemática a sindicatos e sindicalistas vem pôr a nu a verdadeira natureza totalitária do actual governo português que não sabe lidar com os processos democráticos de contestação de políticas governativas concretas.
Entretanto é delicioso ver os prestimosos moços de recados da informação desdobrarem-se em "elaboradas" teses, como por exemplo a contestação da permanência duramte muitos anos de determinados sindicalistas à frente de muitos sindicatos.
Que não pode ser!
Que é necessário renovar.
Curiosa tese... Então e há quantos anos temos nós, por exemplo, Cavaco Silva nas esferas do poder? E Jorge Sampaio? Sócrates, surgiu agora na política? O Sr. Presidente da Assembleia da República será por acaso um ilustre desconhecido?
Na verdade o que esta tese pretenderia era a existência de políitcos experimentados, batidos, do lado dos governos e ingénuos inexperientes à frente das políticas sindicais.
Que bom seria se assim fosse para os governos de Portugal!!!!
Srª Ministra: os professores leram com atenção as suas proposta.
E é porque as leram que estão ao lado dos seus sindicatos na luta contra a sua implementação!
E se há ainda alguns que estão passivamente de braços cruzados, pois esses são aquele que ainda não tiveram tempo para apreciar cuidadosamente as suas propostas de destruição da dignidade profissional dos professores e da sua carreira.
Mas também esses seguramente, virão a seguir o apelo de Vª Exª e assim que procederem à leitura atenta de tais propostas, por certo engrossarão o caudal de protesto que a há-de levar a si na enchurrada da revolta até que se afogue no mar de iniquidade social que o seu execrável governo fascizante desenvolve.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Para que fique registado
Hoje só vim escrever aqui, para que não deixasse de ficar registado no meu blog este dia Grande em termos de unidade dos professores na luta pela sua dignidade.
Pena que tu tivesses a indignidade de não estar presente.
Nas conto que estejas na próxima!
Pena que tu tivesses a indignidade de não estar presente.
Nas conto que estejas na próxima!
terça-feira, outubro 03, 2006
"O fascismo é uma minhoca
Que se infiltra na maçã
Ou vem com botas cardadas
Ou com pézinhos de lã"
- Sérgio Godinho
Não percebi o conceito. Durante muitos anos não percebi.
Para mim fascismo estava sempre associado às botas cardadas, nunca à minhoca e nunca aos pezinhos de lã.
Até que finalmente passei a perceber, ao ver montar-se a "central de informações", ao saber que os orgãos noticiosos não podem dizer que há incêndios, ao saber que Portugal é conivente com a prática de tortura em seres humanos, ao saber que quem fala é perseguido pelo poder (dentro da mais pura legalidade), ao saber que as escutas telefónicas se processam sem mandado judiciário, ao reconhecer que o poder político está já sob o efectivo domínio do poder económico... entre outras coisas, mas estas já bastam.
Na verdade...nem são já precisas as botas cardadas: o fascismo modernizou-se.
Que se infiltra na maçã
Ou vem com botas cardadas
Ou com pézinhos de lã"
- Sérgio Godinho
Não percebi o conceito. Durante muitos anos não percebi.
Para mim fascismo estava sempre associado às botas cardadas, nunca à minhoca e nunca aos pezinhos de lã.
Até que finalmente passei a perceber, ao ver montar-se a "central de informações", ao saber que os orgãos noticiosos não podem dizer que há incêndios, ao saber que Portugal é conivente com a prática de tortura em seres humanos, ao saber que quem fala é perseguido pelo poder (dentro da mais pura legalidade), ao saber que as escutas telefónicas se processam sem mandado judiciário, ao reconhecer que o poder político está já sob o efectivo domínio do poder económico... entre outras coisas, mas estas já bastam.
Na verdade...nem são já precisas as botas cardadas: o fascismo modernizou-se.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Um dia como aquele, há muito tempo que não havia.
Com a felicidade a brilhar nos olhos, chegou a casa tão alegre e bem disposto que a família quase não o reconhecia.
Sim.
Tinha valido a pena.
Tanta contrariedade, mas ao mesmo tempo tanta persistência; tanta resistência, mas sempre a sua inflexibilidade para a vencer.
E mesmo, quando às vezes se sentiu um pouco abalado ao ter de fazer aquilo que a sua consciência não ditava, mesmo isso ficou agora apagado da sua memória, por não fazer, afinal, qualquer sentido.
O que importa é seguir rumo, e o rumo é sempre o rumo que nos mandam.
Chega à noite e quase não consegue dormir, de tamanha a emoção.
Ali mesmo ao lado, na mesinha de cabeceira, lá está ela, como se estivesse a olhar para ele e a lembrar-lhe o seu valor.
Ela, brilhante, pequenina aquela medalhinha sabe-lhe a vitória. Irá mostrá-la aos filhos, quiçá aos netos. Estará em local bem visível para todos, durante a consoada deste Natal.
Porque hoje foi um dia Maior na sua Vida.
Das sua mãos a recebeu.
Jamais o esquecerá!
Foi na Amadora.
Todos juntos comemoravam o reinício escolar e davam as boas-vindas aos novos professores do Concelho.
E Ela, a Srª Ministra, presente, ofertou com uma medalhinha todos os Srs. Presidentes dos Conselhos Executivos.
Mostrando assim a sua magnânime bondade e a sua capacidade para reconhecer os bons serviços.
Foi das suas próprias mãos que a recebeu!
A consagração duma grande carreira dum grande homem!
"Parabéns, Sr Presidente!!!" - Ecoam as vozes pelos céus, exultando tão singular acontecimento!
Pena é, que só ele as oiça...
Com a felicidade a brilhar nos olhos, chegou a casa tão alegre e bem disposto que a família quase não o reconhecia.
Sim.
Tinha valido a pena.
Tanta contrariedade, mas ao mesmo tempo tanta persistência; tanta resistência, mas sempre a sua inflexibilidade para a vencer.
E mesmo, quando às vezes se sentiu um pouco abalado ao ter de fazer aquilo que a sua consciência não ditava, mesmo isso ficou agora apagado da sua memória, por não fazer, afinal, qualquer sentido.
O que importa é seguir rumo, e o rumo é sempre o rumo que nos mandam.
Chega à noite e quase não consegue dormir, de tamanha a emoção.
Ali mesmo ao lado, na mesinha de cabeceira, lá está ela, como se estivesse a olhar para ele e a lembrar-lhe o seu valor.
Ela, brilhante, pequenina aquela medalhinha sabe-lhe a vitória. Irá mostrá-la aos filhos, quiçá aos netos. Estará em local bem visível para todos, durante a consoada deste Natal.
Porque hoje foi um dia Maior na sua Vida.
Das sua mãos a recebeu.
Jamais o esquecerá!
Foi na Amadora.
Todos juntos comemoravam o reinício escolar e davam as boas-vindas aos novos professores do Concelho.
E Ela, a Srª Ministra, presente, ofertou com uma medalhinha todos os Srs. Presidentes dos Conselhos Executivos.
Mostrando assim a sua magnânime bondade e a sua capacidade para reconhecer os bons serviços.
Foi das suas próprias mãos que a recebeu!
A consagração duma grande carreira dum grande homem!
"Parabéns, Sr Presidente!!!" - Ecoam as vozes pelos céus, exultando tão singular acontecimento!
Pena é, que só ele as oiça...
Bem, se é sexta-feira, é para prolongar o fim de semana;
Se é entre feriados, é para fazer a ponte...
Pois desta vez não é nem sexta nem entre feriados!
Se é entre feriados, é para fazer a ponte...
Pois desta vez não é nem sexta nem entre feriados!
Será que os professores vão preferir ir passear, em vez de se juntarem todos na manifestação do dia 5 de Outubro e assim contribuirem para a derrota dos projectos fascistas da Srª Ministra da Educação????
Sol na eira e água no nabal....
Não pode haver sol na eira e água no nabal!
Por isso, quando eles se queixam que a pressão é grande e que não podem deixar de fazer cumprir o que a Srª Ministra lhes manda, não podem depois esperar que os tratemos ainda por colegas e que tenhamos, até, pena das suas dificuldades e compreensão pela difícil posição que ocupam.
Eles estão lá porque querem e enquanto quiserem.
Cientes daquilo que lhes é exigido.
Mas não deixa de ser delicioso pensar que estes "colegas", depois de fazerem cumprir escrupulosamente as directivas da Srª, mesmo quando isso significa prejudicarem clara e injustamente a vida profissional de tantos, consigam ir para casa com um sorriso nos lábios e ainda consigam dormir tranquilamente seus "sonos de anjos".
Provavelmente ainda esperam uma "medalha" oferecida pelos "colegas", pela grande dedicação às escolas e à sua profissão, que não já de professores mas de gestores, ao serviço de quem lá estiver em cima, esteja quem estiver, imponha o que impuser, mande o que mandar, porque, na verdade eles estão lá é para fazer cumprir as ordens do poder, seja ele qual for, justo ou injusto, sem mais contratempos nem demoras.
E queremque, apesar disso, lhes continuemos a chamar colegas;
E querem que, apesar disso, aceitemos como honestas as suas lamúrias contra as medidas adoptadas. (será que também apresentam tais lamúrias nas reuniões com sua Exª, ou aí ficvam calados (quando não aplaudem mesmo)?)
Só que, infelizmente, não pode haver sol na eira e água no nabal!
sexta-feira, setembro 29, 2006
Governo "vai às putas"!
A decisão de reforçar o combate à evasão fiscal nas actividades ligadas à prostituição, no próximo ano, surge na sequência das acções de fiscalização que a própria DGCI tem, segundo o CM apurou, desenvolvido nos últimos tempos em conjunto com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) nos bares de alterne em todo o País. - in "Correio da Manhã" de hoje
Quanto mais me bates, mais gosto de ti!
Caso as legislativas se realizassem hoje o PS venceria com 46 por cento dos votos, um ponto percentual acima do seu resultados nas eleições em Fevereiro de 2005
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, acompanhou o seu partido na subida de popularidade, obtendo este mês 18 pontos positivos (saldo entre as respostas negativas e positivas), contra os 14 pontos obtidos em Julho, sendo o líder partidário mais popular. - in Correio da Manhã de hoje
Sofrerão os portugueses de alguma doença mental genética com sintomatologia masoch?
Caso as legislativas se realizassem hoje o PS venceria com 46 por cento dos votos, um ponto percentual acima do seu resultados nas eleições em Fevereiro de 2005
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, acompanhou o seu partido na subida de popularidade, obtendo este mês 18 pontos positivos (saldo entre as respostas negativas e positivas), contra os 14 pontos obtidos em Julho, sendo o líder partidário mais popular. - in Correio da Manhã de hoje
Sofrerão os portugueses de alguma doença mental genética com sintomatologia masoch?
quarta-feira, setembro 27, 2006
Última geração - Jorge Sampaio?
Nada de loiças da Vista Alegre. Nem as comuns baixelas de prata nacional. Cavaco Silva resolveu oferecer ao Rei Juan Carlos um presente virado para o futuro. Um telemóvel 3G, espécie de PDA, dotado de um software único no mundo, ou seja, equipado com um GPS desenhado e produzido por uma empresa portuguesa, a InfoPortugal, que vai comercializá-lo dentro de duas semanas no mercado espanhol (ver texto em baixo).
"O Rei teve uma reacção de surpresa", revelou Cavaco aos jornalistas, assim que o Presidente da República (que também é possuidor de um dos dois únicos telemóveis dotados de semelhante software) lhe explicou que a partir daquele equipamento podia aceder a oito línguas e uma área geográfica que se estende a 15 países europeus.
"Eu próprio já procurei a minha casa e os restaurantes das redondezas, onde até consegui ver as ementas e os respectivos preços", explicou Cavaco Silva, visivelmente rendido às novas tecnologias, sobretudo se forem de produção nacional. Como é o caso.
-In Diário de Notícias
Nem outra coisa seria de esperar dum tecnocrata como Presidente.
Que interessam a cultura ou a identidade nacionais?
Vivam as empresas, viva a cultura(?) empresarial.
Um telemóvel português, pois sim senhor! Agora cá Vistas Alegres, encadernações de “os Lusíadas”, ou estatueteas de prata de Eças de Queirós….
Isso já era!
Portugal é um paraíso empresarial onde as tecnologias reinam por entre os pinhais ainda à beira-mar plantados, mas… que em breve se substituirão por grandes parques empresariais.
...A merda dos pinheiros...
"O Rei teve uma reacção de surpresa", revelou Cavaco aos jornalistas, assim que o Presidente da República (que também é possuidor de um dos dois únicos telemóveis dotados de semelhante software) lhe explicou que a partir daquele equipamento podia aceder a oito línguas e uma área geográfica que se estende a 15 países europeus.
"Eu próprio já procurei a minha casa e os restaurantes das redondezas, onde até consegui ver as ementas e os respectivos preços", explicou Cavaco Silva, visivelmente rendido às novas tecnologias, sobretudo se forem de produção nacional. Como é o caso.
-In Diário de Notícias
Nem outra coisa seria de esperar dum tecnocrata como Presidente.
Que interessam a cultura ou a identidade nacionais?
Vivam as empresas, viva a cultura(?) empresarial.
Um telemóvel português, pois sim senhor! Agora cá Vistas Alegres, encadernações de “os Lusíadas”, ou estatueteas de prata de Eças de Queirós….
Isso já era!
Portugal é um paraíso empresarial onde as tecnologias reinam por entre os pinhais ainda à beira-mar plantados, mas… que em breve se substituirão por grandes parques empresariais.
...A merda dos pinheiros...
terça-feira, setembro 26, 2006
Faltar ao trabalho por motivo de doença vai obrigar os trabalhadores da Função Pública, beneficiários da ADSE – regime de protecção social dos empregados do Estado –, a apresentar atestados médicos passados pelos centros de saúde. Até agora tinham apenas que apresentar nos serviços um atestado passado por qualquer médico, do sector público ou privado. - in Correio da Manhã
Mais de um milhão de portugueses (1.130.623) não tem médico de família. A percentagem de utentes sem médico de família agravou-se de 2004 para 2005, em 1% - in Correio da Manhã
...no comments....
Mais de um milhão de portugueses (1.130.623) não tem médico de família. A percentagem de utentes sem médico de família agravou-se de 2004 para 2005, em 1% - in Correio da Manhã
...no comments....
sábado, setembro 23, 2006
BIRREGRADOS
Os nossos emigrantes misturam o português com o francês, por exemplo, e nós achamos graça.
E, entretanto, se estamos falando dum assunto científico ou técnico , e dizemos feedback, em vez de retroacção, ou feeling, em vez de sensação, já não achamos graça.
Até achamos que é prova de elevada cultura(?!).
Pois.
Vacances é que não!
A língua é um conjunto de regras aprendido.
Tal como o comportamento.
Na escola, é regra de sala de aula, para os alunos, o silêncio, excepto se questionados ou autorizados a falar depois do braço no ar, por exemplo.
E a escola propõe-se que todos tenham este comportamento.
Entretanto, não podemos alterar a fala dos nossos emigrantes, na verdade não podemos "desinteriorizá-los" do francês, por exemplo, pelo simples facto de eles necessitarem dele no seu dia a dia, em França.
Eles têm de ser bilingues, por necessidade.
Não lhes basta saber francês, têm de o ter na "ponta da língua"!
E por isso dizem e irão continuar dizendo, “vacances”…. De vez em vez. Salta-lhes!
E os putos do bairro, poderão eles modificar o seu comportamento como a escola lhes exige? Ou precisarão eles de ter como regra o falar de imediato sem espera de tempos para autorização?
Conseguiriam eles alguma vez fazer-se ouvir no bairro, se ficassem à espera que os adultos lhes pedissem a sua opinião?
Na escola o menino não deve agredir o colega.
Se ele o ofendeu deve conversar até chegar a um entendimento.
E a escola procura modificar o comportamento do puto do bairro, neste sentido.
Mas será este comportamento o adequado ao puto do bairro, ou poderia tal comportamento, se ele o adoptasse, provocar-lhe graves consequências psicológicas e até mesmo físicas na sua vida diária no bairro?
O puto do bairro se é injuriado e tenta conversar com o injuriador para chegar a entendimento provavelmente é novamente injuriado e agora com mais violência e se de novo tenta a conversa serena como meio de solução do conflito, a seguir é leva porrada e se não responde à porrada com porrada, o mais certo é levar mais e mais porrada.
No bairro, o comportamento adequado ao puto do bairro, é ser agressivo.
É uma questão de sobrevivência.
(Por isso eu e tu, colega, a todo o custo evitamos passar no dito bairro. Porquê? Porque nem tu nem eu temos os comportamentos adequados à nossa sobrevivência lá. Teríamos de modificar os nossos comportamentos para lá conseguirmos viver.
Se por acaso, passamos perto, de carro, evitamos parar, fechamos as janelas. O nosso comportamento não é adequado ao bairro e nós bem sabemos disso!!!)
Meninos não devem usar canivetes.
Na escola!
Pois não.
Mas é preciso dizer “na escola”!!!
Porque no bairro, pode bem ser ao contrário, se o menino não quiser correr o risco de ser violado pelo Manecas, que todos conhecem mas que por lá continua, como sempre.
É bom que mostre bem que traz consigo a naifa e que não tem medo de a usar se for preciso!
Pois é.
A escola pensa que pode modificar comportamentos inocuamente mas não é bem assim.
Modificar um comportamento adaptativo pode significar a destruição da adaptação conseguida e isso pode traduzir-se no limite, na morte do indivíduo cujo comportamento se alterou e desajustou do meio em que vive.
(É por isso que uma águia ao fim de vários anos em cativeiro, morreria se viesse a ser devolvida ao seu espaço natural – perde competências adaptativas)
Porque a escola, procura retirar comportamentos ao puto, mas não procura retirar o puto do bairro.
Como se gere então o caso, na prática?
Na prática o que de facto acontece é que a escola não modifica comportamento nenhum apenas sobrepõe um comportamento (o da escola) a outro comportamento (o do bairro).
E, portanto, como a cada comportamento corresponde um conjunto de regras, estes putos do bairro, têm, ao contrário dos outros, dois conjuntos de regras comportamentais a usar consoante o local em que se encontram.
São os birregrados.
E também, como os nossos emigrantes que dizem: “Que pena, tenho de me despedir que se acabaram as vacances”,
de vez em qundo estes putos irritam-se e respondem com um pontapé no cu ou um murro nas trombas a outro menino….mas depois, pedem civilizadamente desculpas, aplicando correctamente o novo comportamento que a escola lhes ensinou….
Atrair os pais às escolas
Uma das justificações que a Srª Ministra apresenta para a participação dos Pais na avaliação dos professores, é a de incentivar a participação dos mesmos na vida das comunidades escolares.
Ok
Pois hoje andei pelas malhas da legislação para saber como pode um pai que seja funcionário do estado, justificar legalmente faltar ao seu trabalho para participar numa reunião com, por exemplo, o Director de Turma da escola do seu filho.
E, depois de muito procurar, encontrei a resposta:
NÃO PODE legalmente justificar essa falta!
Ou seja, à Srª Ministra, que tanto se preocupa com a a participação dos pais nas escolas, ainda não lhe passou pela cabeça fazer compreender ao Sr Sócrates que é urgente que o estado possibilite aos seus funcionários faltarem justificadamente, pelo menos uma vez por mês, se convocados a uma reunião, pela escola dos seus filhos.
Ok
Pois hoje andei pelas malhas da legislação para saber como pode um pai que seja funcionário do estado, justificar legalmente faltar ao seu trabalho para participar numa reunião com, por exemplo, o Director de Turma da escola do seu filho.
E, depois de muito procurar, encontrei a resposta:
NÃO PODE legalmente justificar essa falta!
Ou seja, à Srª Ministra, que tanto se preocupa com a a participação dos pais nas escolas, ainda não lhe passou pela cabeça fazer compreender ao Sr Sócrates que é urgente que o estado possibilite aos seus funcionários faltarem justificadamente, pelo menos uma vez por mês, se convocados a uma reunião, pela escola dos seus filhos.
Que diabo, para quem tanto se preocupa com a participação dos pais na vida da escola, não se lembrar de uma coisa tão simples não é, pelo menos, estranho???
Então, é assim:
Então, é assim:
Diariamente, meticulosamente, eles lêem e processam a informação publicada, escrita, radiofónica ou televisiva. E registam o que de relevante (discordante, menos inócuo ou deveras perturbador) aparece contra os "donos". E registam a autoria.
Entretanto, tu, livre cidadão dum estado democrático, inocentemente usaste o teu direito de expressão e deste uma entrevista contundente. E, naturalmente, estás tranquilo pois não fizeste qualquer crime.
Mas.... A informação foi processada e considerada grave.
Então eles passam à fase 2.
Ver quem é o autor.
Tu tranquilamente revelaste o nome, visto que consideraste um direito teu inalienável o de pôr a nu aquilo que em teu entender está errado.
Por isso pouco trabalho lhes dá descobrir o autor. E passam à fase 3.
E vão espiolhar a tua vida e descobrir uma falha, sei lá, uma multa por pagar....uma autorização que devias ter pedido superiormente e não pediste....uma falta que te esqueceste de justificar....enfim, algo que pela pouca importância que lhe deste, nem mais te passou pela cabeça ou de que nem sequer tiveste consciência. Mas eles buscam, rebuscam e encontram.
Entretanto tu fazes a tua vida diária normal, deitas-te, levantas-te...Mmal sabes tu que estás sob investigação....
E passam à fase 4.
Comunicar ao teu superior hierárquico a situação que eles descobriram. E pôem-te um processo. E tens "a folha feita"! A sanção irá até onde for possível legalmente.
E não há censura.
E não se infringe a lei.
E não se proibe ninguém de falar.
Estamos no reino da democracia!!!!!
Ficção???
Garanto que aqui não há ficção nenhuma!
Diariamente, meticulosamente, eles lêem e processam a informação publicada, escrita, radiofónica ou televisiva. E registam o que de relevante (discordante, menos inócuo ou deveras perturbador) aparece contra os "donos". E registam a autoria.
Entretanto, tu, livre cidadão dum estado democrático, inocentemente usaste o teu direito de expressão e deste uma entrevista contundente. E, naturalmente, estás tranquilo pois não fizeste qualquer crime.
Mas.... A informação foi processada e considerada grave.
Então eles passam à fase 2.
Ver quem é o autor.
Tu tranquilamente revelaste o nome, visto que consideraste um direito teu inalienável o de pôr a nu aquilo que em teu entender está errado.
Por isso pouco trabalho lhes dá descobrir o autor. E passam à fase 3.
E vão espiolhar a tua vida e descobrir uma falha, sei lá, uma multa por pagar....uma autorização que devias ter pedido superiormente e não pediste....uma falta que te esqueceste de justificar....enfim, algo que pela pouca importância que lhe deste, nem mais te passou pela cabeça ou de que nem sequer tiveste consciência. Mas eles buscam, rebuscam e encontram.
Entretanto tu fazes a tua vida diária normal, deitas-te, levantas-te...Mmal sabes tu que estás sob investigação....
E passam à fase 4.
Comunicar ao teu superior hierárquico a situação que eles descobriram. E pôem-te um processo. E tens "a folha feita"! A sanção irá até onde for possível legalmente.
E não há censura.
E não se infringe a lei.
E não se proibe ninguém de falar.
Estamos no reino da democracia!!!!!
Ficção???
Garanto que aqui não há ficção nenhuma!
quarta-feira, setembro 20, 2006
terça-feira, setembro 19, 2006
Censura? Não, pior: manipulação!
"O Ministério impôs à produção do Programa Prós & Contras, pela mão do responsável pelo marketing do ME Ramos André, que não convidassem o colega Mário Nogueira da FENPROF, que, como sabem, é o porta-voz da FENPROF para a revisão do ECD! Assim se explica a presença (abnegada, aliás, de António Avelãs). Mais: o presidente do CE das Taipas e o do Algarve foram convidados por indicação do ME!!! Como eu já tinha alertado aqui: o jogo estava viciado! Não se devem exigir milagres aos sindicatos quando a atitude do ME é desta índole, fascista e intolerante!!!" - informação retirada do forum dos professores:
http://www.phpbbplanet.com/forum/viewtopic.php?t=1474&sid=3b5101ce5eec7191b26357b8050d09f1&mforum=fagulha
http://www.phpbbplanet.com/forum/viewtopic.php?t=1474&sid=3b5101ce5eec7191b26357b8050d09f1&mforum=fagulha
segunda-feira, setembro 18, 2006
Declaração política de Jorge Pires
Há precisamente um ano, numa altura em que o governo através de uma intensa campanha de marketing, procurava “vender” a ideia de que a abertura do ano lectivo se caracterizava pela normalidade e estabilidade, o PCP afirmou que as decisões que o governo vinha a tomar, não só não resolveriam nenhum dos muitos problemas de que padece o nosso sistema educativo, como iriam criar níveis de instabilidade propícios ao crescimento do insucesso e à falta de qualidade do sucesso. Mais uma vez tínhamos razão. O ano lectivo começou mal e acabou pior.
Sem que o governo tenha procurado entender as razões do protesto de professores, pais e alunos e muito menos tenha tomado as medidas necessárias para combater a crise que se vive no sistema educativo, o actual discurso do governo, apesar de algumas diferenças por razões de táctica política, mantém-se no essencial.
Estaríamos perante uma cópia integral do que foi dito na abertura do ano lectivo 2005/2006 se não fossem as referências ao valor social da profissão de professor, à decisão de atribuir um prémio «ao melhor professor do ano» e as preocupações da Ministra com os salários dos professores mais jovens, discurso que não deve ser levado a sério porque tem origem nos mesmos que andaram 18 meses a denegrir a profissão docente na opinião pública, a transformar os professores nos únicos responsáveis pelos níveis de insucesso escolar e de abandono precoce e que acabaram com os estágios remunerados.
Nos últimos dias ficámos a saber que para o Ministério da Educação ter 90% dos professores colocados e as escolas em condições técnicas de funcionamento, eram condições suficientes para garantir o sucesso escolar. Mas não é assim e o ministério sabe-o bem como fica claro quando lava as mãos como Pilatos, transferindo para outros, entenda-se os professores, alunos e agora também as autarquias, as responsabilidades de tudo o que de mal vier a acontecer durante o ano lectivo.
Para o PCP não há nem normalidade nem estabilidade na abertura do ano lectivo, desde logo porque o governo tomou um conjunto de medidas que vão agravar ainda mais a instabilidade no corpo docente com consequências no processo ensino/aprendizagem, nas motivações dos alunos e na vida das famílias.
Como é possível ter estabilidade e sucesso, quando na abertura do ano lectivo os professores estão confrontados com um processo de colocação marcado por inúmeros erros, irregularidades e ilegalidades que estão a provocar numerosas injustiças e estão a levar a uma profunda indignação por parte destes? Do concurso fica a revolta que vivem os professores silenciada pela indiferença dos responsáveis do Ministério da Educação. Ficam 1500 lugares por preencher porque desapareceram misteriosamente em concurso. Ficam os erros, as ilegalidades e as irregularidades não corrigidas. Ficam as confusões decorrentes da reestruturação dos grupos de recrutamento, com especial incidência nos de Educação Tecnológica, de Português e Francês ou no Direito e Economia. Deste concurso fica o clima de instabilidade que hoje marca o exercício da profissão docente. Fica a insatisfação dos professores. Fica a perturbação introduzida nas escolas pelo ME. Fica uma grande tristeza que antecipa para Setembro o cansaço que naturalmente deveria surgir só no final do ano lectivo.
Como é possível ter estabilidade e sucesso, quando está em curso um processo de encerramento, por agora, de cerca de 1500 escolas do 1º Ciclo do Básico sem que a lista definitiva seja ainda hoje conhecida e quando se sabe que uma grande parte dos problemas que vão surgir com a transferência dos alunos para as escolas de acolhimento, não estão ultrapassados? A decisão de encerrar estas escolas, a sua grande maioria no mundo rural, não se desliga de uma opção sustentada na tese “se não existir nada, então justifica-se que nada exista”.
A Ministra da Educação confrontada já nestes primeiros dias com as consequências de uma medida irresponsável, tomada apenas por razões economicistas, vem agora dizer que a responsabilidade do encerramento das escolas não é do governo mas das autarquias, quando durante meses as Direcções Regionais de Educação andaram a pressionar as autarquias para que estas encerrassem as escolas e assumissem a responsabilidade de resolverem os problemas logísticos como as obras nas escolas de acolhimento, os transportes escolares e a alimentação.
Veja-se por exemplo o que está acontecer na escola do Seixo no concelho de Sernancelhe e na escola de Arnas no concelho de Moimenta da Beira, ambas encerradas, com os alunos a serem divididos por outras escolas. Os pais foram informados no primeiro caso na missa e no segundo pelo presidente da Junta, de que os alunos teriam de levar pratos, talheres e copos para poderem almoçar. Ou como em Arouca onde foram encerradas 15 escolas e agora uma parte dos miúdos estão a ser instalados em contentores, onde chove, sem ligação à escola, ou ainda, no caso da EB1 de Arouca com mais 50% de turmas do que salas disponíveis (oito), estando os alunos a ser transferidos para as instalações de uma Associação local onde não existem mesas e cadeiras. Também em Sernancelhe, os alunos, para almoçar, são obrigados a levar a loiça de casa e, mais grave ainda, pretende-se que almocem na sala de aula. Perante a recusa dos pais em aceitar respostas tão desqualificadas, responsáveis do Ministério da Educação ameaçam com o envio de forças policiais para, dizem, impor a legalidade.
São apenas alguns exemplos dos muitos que estão sinalizados em todo o País cuja solução não passa por suspender por um ano a aplicação da decisão de encerrar, mas por uma abordagem séria da reorganização do parque escolar tendo em conta critérios pedagógicos, de desenvolvimento local, que não interrompa o diálogo intergeracional fundamental para manter a identidade cultural de um povo, com a preocupação do Estado ter um papel regulador, mantendo a unidade do sistema sem procurar uniformizá-lo.
Como é possível ter estabilidade e sucesso quando são conhecidas as graves lacunas no plano da estrutura e conteúdos curriculares, como está a acontecer particularmente com o 1º e 3º Ciclo do Básico e com o Secundário, neste último caso com graves incidências no percurso dos alunos que continuam os estudos no ensino superior? Conforme o PCP denunciou em momentos anteriores, a prática tem vindo a demonstrar que a actual estrutura curricular do Ensino Secundário não serve os interesses dos jovens ou do País e, ao invés de permitir um melhor sucesso escolar e educativo, esta estrutura é geradora de mais insucesso e abandono escolar. A flexibilidade e hipótese de escolha das disciplinas são mera aparência, sendo a realidade muito diferente: as escolhas das disciplinas são condicionadas aos números mínimos de alunos exigidos pelo Ministério da Educação para a respectiva abertura. Por outro lado, denunciamos como extremamente negativa a possibilidade de acesso ao Ensino Superior sem a obrigatoriedade de frequência e aprovação no 12º ano de disciplinas fundamentais aos vários cursos – exemplo, como Física, Química, Literatura Portuguesa, etc..
Como é possível ter estabilidade e sucesso quando, por uma mera medida administrativa, os alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado (conceito inadequado e restritivo, que o M.E. insiste em usar) passam de 65.000 (ano lectivo de 2005/2006) para 25.000 (ano lectivo de 2006/2007)? Bem pode o ME justificar a medida, dizendo que se chegou a este número por uma sinalização mais rigorosa e pela aplicação de taxas de incidência científicas, quando as verdadeiras razões são de ordem economicista como se pode comprovar na brutal redução de mais de 50% no número de docentes de Educação Especial, de mais de 7.000 do anterior ano lectivo para cerca de 3.500 no actual.
Como é possível ter estabilidade e sucesso, quando estudos credíveis apontam como uma das principais causas do insucesso e abandono escolares as difíceis condições socio-económicas da esmagadora maioria das famílias portuguesas, situação que tem vindo a piorar como os dados recentes sobre o endividamento das famílias confirmam? Não só não é possível, como a manutenção deste modelo educativo por muito mais tempo, trará danos irreversíveis às novas gerações no plano das qualificações e competências e ao País, nos planos económico e social.
Estamos convictos que, ao longo do ano lectivo, a vida vai, infelizmente, encarregar-se de confirmar a análise que o PCP faz da situação de crise que se vive na Educação e da demagogia que percorre todo o discurso do governo na abertura do ano lectivo. Uma análise que incorpora desde logo a consideração de que a reestruturação em curso do Sistema Educativo, mesmo sem que tenha sido aberto qualquer processo de revisão substancial da Lei de Bases, se enquadra num processo mais global que está em curso na União Europeia e que recebeu um forte impulso com a cimeira de Lisboa de 2000, a qual tem como um dos objectivos mais importantes a alcançar, colocar a educação e o ensino sob o controlo e ao serviço do capital europeu, tendo em vista gerir as necessidades de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho, consoante a divisão internacional ditada pelo capital nesse espaço Europeu, independentemente da identidade e interesses próprios de cada um dos seus estados membros.
Marca também, negativamente, este início de ano lectivo, a tentativa do ME/Governo de desvalorizar social e material e profissionalmente os educadores e professores, visível no projecto de revisão do Estatuto da Carreira Docente que apresentou. Sem uma negociação efectiva, o ME pretende impor uma redução real dos salários e usufruir ao longo de toda a carreira e a redução ou mesmo eliminação de direitos fundamentais de cidadania, como sejam o direito à protecção na doença ou beneficiar, sem consequências na carreira, de licença de Maternidade.
Hoje a política educativa em Portugal é definida em função das estatísticas, resumindo-se à gestão do parque escolar e dos recursos humanos (professores) numa perspectiva economicista e do aumento do número de diplomas a qualquer preço. O aumento do financiamento das escolas privadas com dinheiros públicos, a crescente desresponsabilização do Estado face às suas responsabilidades constitucionais nesta área, abrindo espaço para a intervenção do sector privado, as barreiras cada vez mais evidentes no acesso e sucesso escolares que são colocadas aos jovens oriundos das classes mais desfavorecidas, tornando o sistema cada vez mais elitista, são componentes fundamentais das mudanças que se estão a verificar.
O PCP reafirma a necessidade de se orientar o nosso Sistema Educativo de acordo com o interesse nacional, incorporando desde logo o princípio de que investir em Educação é investir no País e não, como tem vindo a acontecer, considerar este investimento como mais uma despesa. Um Sistema Educativo que prepare os homens e as mulheres de amanhã numa perspectiva integral de formação e não apenas a pensar no mercado de trabalho. Um Sistema Educativo que integre uma escola que combata as desigualdades económicas e sociais, que dê aos alunos, a todos os alunos, iguais oportunidades e os apoios necessários para que tenham sucesso escolar e educativo.
Sem que o governo tenha procurado entender as razões do protesto de professores, pais e alunos e muito menos tenha tomado as medidas necessárias para combater a crise que se vive no sistema educativo, o actual discurso do governo, apesar de algumas diferenças por razões de táctica política, mantém-se no essencial.
Estaríamos perante uma cópia integral do que foi dito na abertura do ano lectivo 2005/2006 se não fossem as referências ao valor social da profissão de professor, à decisão de atribuir um prémio «ao melhor professor do ano» e as preocupações da Ministra com os salários dos professores mais jovens, discurso que não deve ser levado a sério porque tem origem nos mesmos que andaram 18 meses a denegrir a profissão docente na opinião pública, a transformar os professores nos únicos responsáveis pelos níveis de insucesso escolar e de abandono precoce e que acabaram com os estágios remunerados.
Nos últimos dias ficámos a saber que para o Ministério da Educação ter 90% dos professores colocados e as escolas em condições técnicas de funcionamento, eram condições suficientes para garantir o sucesso escolar. Mas não é assim e o ministério sabe-o bem como fica claro quando lava as mãos como Pilatos, transferindo para outros, entenda-se os professores, alunos e agora também as autarquias, as responsabilidades de tudo o que de mal vier a acontecer durante o ano lectivo.
Para o PCP não há nem normalidade nem estabilidade na abertura do ano lectivo, desde logo porque o governo tomou um conjunto de medidas que vão agravar ainda mais a instabilidade no corpo docente com consequências no processo ensino/aprendizagem, nas motivações dos alunos e na vida das famílias.
Como é possível ter estabilidade e sucesso, quando na abertura do ano lectivo os professores estão confrontados com um processo de colocação marcado por inúmeros erros, irregularidades e ilegalidades que estão a provocar numerosas injustiças e estão a levar a uma profunda indignação por parte destes? Do concurso fica a revolta que vivem os professores silenciada pela indiferença dos responsáveis do Ministério da Educação. Ficam 1500 lugares por preencher porque desapareceram misteriosamente em concurso. Ficam os erros, as ilegalidades e as irregularidades não corrigidas. Ficam as confusões decorrentes da reestruturação dos grupos de recrutamento, com especial incidência nos de Educação Tecnológica, de Português e Francês ou no Direito e Economia. Deste concurso fica o clima de instabilidade que hoje marca o exercício da profissão docente. Fica a insatisfação dos professores. Fica a perturbação introduzida nas escolas pelo ME. Fica uma grande tristeza que antecipa para Setembro o cansaço que naturalmente deveria surgir só no final do ano lectivo.
Como é possível ter estabilidade e sucesso, quando está em curso um processo de encerramento, por agora, de cerca de 1500 escolas do 1º Ciclo do Básico sem que a lista definitiva seja ainda hoje conhecida e quando se sabe que uma grande parte dos problemas que vão surgir com a transferência dos alunos para as escolas de acolhimento, não estão ultrapassados? A decisão de encerrar estas escolas, a sua grande maioria no mundo rural, não se desliga de uma opção sustentada na tese “se não existir nada, então justifica-se que nada exista”.
A Ministra da Educação confrontada já nestes primeiros dias com as consequências de uma medida irresponsável, tomada apenas por razões economicistas, vem agora dizer que a responsabilidade do encerramento das escolas não é do governo mas das autarquias, quando durante meses as Direcções Regionais de Educação andaram a pressionar as autarquias para que estas encerrassem as escolas e assumissem a responsabilidade de resolverem os problemas logísticos como as obras nas escolas de acolhimento, os transportes escolares e a alimentação.
Veja-se por exemplo o que está acontecer na escola do Seixo no concelho de Sernancelhe e na escola de Arnas no concelho de Moimenta da Beira, ambas encerradas, com os alunos a serem divididos por outras escolas. Os pais foram informados no primeiro caso na missa e no segundo pelo presidente da Junta, de que os alunos teriam de levar pratos, talheres e copos para poderem almoçar. Ou como em Arouca onde foram encerradas 15 escolas e agora uma parte dos miúdos estão a ser instalados em contentores, onde chove, sem ligação à escola, ou ainda, no caso da EB1 de Arouca com mais 50% de turmas do que salas disponíveis (oito), estando os alunos a ser transferidos para as instalações de uma Associação local onde não existem mesas e cadeiras. Também em Sernancelhe, os alunos, para almoçar, são obrigados a levar a loiça de casa e, mais grave ainda, pretende-se que almocem na sala de aula. Perante a recusa dos pais em aceitar respostas tão desqualificadas, responsáveis do Ministério da Educação ameaçam com o envio de forças policiais para, dizem, impor a legalidade.
São apenas alguns exemplos dos muitos que estão sinalizados em todo o País cuja solução não passa por suspender por um ano a aplicação da decisão de encerrar, mas por uma abordagem séria da reorganização do parque escolar tendo em conta critérios pedagógicos, de desenvolvimento local, que não interrompa o diálogo intergeracional fundamental para manter a identidade cultural de um povo, com a preocupação do Estado ter um papel regulador, mantendo a unidade do sistema sem procurar uniformizá-lo.
Como é possível ter estabilidade e sucesso quando são conhecidas as graves lacunas no plano da estrutura e conteúdos curriculares, como está a acontecer particularmente com o 1º e 3º Ciclo do Básico e com o Secundário, neste último caso com graves incidências no percurso dos alunos que continuam os estudos no ensino superior? Conforme o PCP denunciou em momentos anteriores, a prática tem vindo a demonstrar que a actual estrutura curricular do Ensino Secundário não serve os interesses dos jovens ou do País e, ao invés de permitir um melhor sucesso escolar e educativo, esta estrutura é geradora de mais insucesso e abandono escolar. A flexibilidade e hipótese de escolha das disciplinas são mera aparência, sendo a realidade muito diferente: as escolhas das disciplinas são condicionadas aos números mínimos de alunos exigidos pelo Ministério da Educação para a respectiva abertura. Por outro lado, denunciamos como extremamente negativa a possibilidade de acesso ao Ensino Superior sem a obrigatoriedade de frequência e aprovação no 12º ano de disciplinas fundamentais aos vários cursos – exemplo, como Física, Química, Literatura Portuguesa, etc..
Como é possível ter estabilidade e sucesso quando, por uma mera medida administrativa, os alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado (conceito inadequado e restritivo, que o M.E. insiste em usar) passam de 65.000 (ano lectivo de 2005/2006) para 25.000 (ano lectivo de 2006/2007)? Bem pode o ME justificar a medida, dizendo que se chegou a este número por uma sinalização mais rigorosa e pela aplicação de taxas de incidência científicas, quando as verdadeiras razões são de ordem economicista como se pode comprovar na brutal redução de mais de 50% no número de docentes de Educação Especial, de mais de 7.000 do anterior ano lectivo para cerca de 3.500 no actual.
Como é possível ter estabilidade e sucesso, quando estudos credíveis apontam como uma das principais causas do insucesso e abandono escolares as difíceis condições socio-económicas da esmagadora maioria das famílias portuguesas, situação que tem vindo a piorar como os dados recentes sobre o endividamento das famílias confirmam? Não só não é possível, como a manutenção deste modelo educativo por muito mais tempo, trará danos irreversíveis às novas gerações no plano das qualificações e competências e ao País, nos planos económico e social.
Estamos convictos que, ao longo do ano lectivo, a vida vai, infelizmente, encarregar-se de confirmar a análise que o PCP faz da situação de crise que se vive na Educação e da demagogia que percorre todo o discurso do governo na abertura do ano lectivo. Uma análise que incorpora desde logo a consideração de que a reestruturação em curso do Sistema Educativo, mesmo sem que tenha sido aberto qualquer processo de revisão substancial da Lei de Bases, se enquadra num processo mais global que está em curso na União Europeia e que recebeu um forte impulso com a cimeira de Lisboa de 2000, a qual tem como um dos objectivos mais importantes a alcançar, colocar a educação e o ensino sob o controlo e ao serviço do capital europeu, tendo em vista gerir as necessidades de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho, consoante a divisão internacional ditada pelo capital nesse espaço Europeu, independentemente da identidade e interesses próprios de cada um dos seus estados membros.
Marca também, negativamente, este início de ano lectivo, a tentativa do ME/Governo de desvalorizar social e material e profissionalmente os educadores e professores, visível no projecto de revisão do Estatuto da Carreira Docente que apresentou. Sem uma negociação efectiva, o ME pretende impor uma redução real dos salários e usufruir ao longo de toda a carreira e a redução ou mesmo eliminação de direitos fundamentais de cidadania, como sejam o direito à protecção na doença ou beneficiar, sem consequências na carreira, de licença de Maternidade.
Hoje a política educativa em Portugal é definida em função das estatísticas, resumindo-se à gestão do parque escolar e dos recursos humanos (professores) numa perspectiva economicista e do aumento do número de diplomas a qualquer preço. O aumento do financiamento das escolas privadas com dinheiros públicos, a crescente desresponsabilização do Estado face às suas responsabilidades constitucionais nesta área, abrindo espaço para a intervenção do sector privado, as barreiras cada vez mais evidentes no acesso e sucesso escolares que são colocadas aos jovens oriundos das classes mais desfavorecidas, tornando o sistema cada vez mais elitista, são componentes fundamentais das mudanças que se estão a verificar.
O PCP reafirma a necessidade de se orientar o nosso Sistema Educativo de acordo com o interesse nacional, incorporando desde logo o princípio de que investir em Educação é investir no País e não, como tem vindo a acontecer, considerar este investimento como mais uma despesa. Um Sistema Educativo que prepare os homens e as mulheres de amanhã numa perspectiva integral de formação e não apenas a pensar no mercado de trabalho. Um Sistema Educativo que integre uma escola que combata as desigualdades económicas e sociais, que dê aos alunos, a todos os alunos, iguais oportunidades e os apoios necessários para que tenham sucesso escolar e educativo.
quinta-feira, setembro 14, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
DEMOCRACIA ou SIMPLES FRAUDE???
Qual é a legitimidade democrática real da maioria das associações de pais das escolas portuguesas?
Quais as exigências legais que permitem assegurar essa mesma legitimidade democrática?
Na realidade, elas não existem de todo. Para a constituição de uma associação de Pais numa escola basta meia dúzia de pais ou nem tantos.... Eis o que diz a lei:
Artigo 5.ºConstituição
1 - Os pais e encarregados de educação que se queiram constituir em associação de pais devem aprovar os respectivos estatutos.2 - Depois de aprovados, os estatutos devem ser depositados na Secretaria-Geral do Ministério da Educação, acompanhados de uma lista dos respectivos outorgantes, com identificação completa e morada de cada um, e de certificado de admissibilidade da denominação da associação, emitido pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas.3 - O Ministério da Educação remeterá cópia dos documentos referidos no número anterior à Procuradoria-Geral da República para controlo de legalidade, após o que promoverá a respectiva publicação gratuita no Diário da República.4 - As associações de pais podem funcionar, a título provisório, logo que se mostre cumprido o disposto no n.º 2.(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Et c'est fait!
Depois, mais sócios a pagar quotas dão mais dinheiro, menos sócios darão menos...mas aquelas 6 pessoas que se autoconstituiram em Associação de Pais duma escola, gozam para todos os efeitos, dos direitos estabelecidos na Lei e que não são poucos, (para além de receberem subsídios de diversas entidades), senão vejamos:
Artigo 9.ºDireitos
Constituem direitos das associações de pais:a) Pronunciar-se sobre a definição da política educativa;b) Participar na elaboração de legislação sobre educação e ensino;c) Participar, nos termos da lei, na administração e gestão dos estabelecimentos de educação ou de ensino;d) Reunir com os órgãos de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino em que esteja inscrita a generalidade dos filhos e educandos dos seus associados, designadamente para acompanhar a participação dos pais nas actividades da escola;e) Distribuir a documentação de interesse das associações de pais e afixá-la em locais destinados para o efeito no estabelecimento de educação ou de ensino;f) Beneficiar de apoio documental a facultar pelo estabelecimento de educação ou de ensino ou pelos serviços competentes do Ministério da Educação;g) Beneficiar de isenção de emolumentos e taxas a cobrar pelo pedido de emissão de certificados de admissibilidade da denominação e do respectivo cartão de identificação de pessoa colectiva. (revogado pelo Regulamento Emolumentar dos Registos e Notariado, alínea e), do nº1, art.º 2º do DL nº322-A/2001, de 14 de Dezembro. Norma de revogação geral: “Todas as normas que contenham isenções ou reduções emolumentares relativamente a actos praticados nos serviços dos registos e do notariado.”)(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 10.ºParticipação na definição da política educativa
As associações de pais, através das respectivas estruturas representativas, têm a faculdade de estar representadas nos órgãos consultivos no domínio da educação, a nível local, bem como em órgãos consultivos a nível regional ou nacional com atribuições nos domínios da definição e do planeamento do sistema educativo e da articulação desta com outras políticas sociais.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 11.ºParticipação na elaboração da legislação
As associações de pais, através das respectivas confederações, são consultadas no processo de elaboração de legislação sobre educação e ensino.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 12.ºReunião com órgãos directivos
1 - As reuniões entre as associações de pais e os órgãos de administração e gestão dos estabelecimentos de educação ou de ensino podem ter lugar sempre que qualquer das referidas entidades o julgue necessário.2 - Sempre que a matéria agendada para a reunião o aconselhe, pode a associação de pais solicitar aos órgãos de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino que sejam convocados para as reuniões outros agentes do mesmo estabelecimento.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 13.ºApoio documental
1 - O apoio documental às associações de pais compreende o acesso a legislação sobre educação e ensino, bem como a outra documentação de interesse para as mesmas associações.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)2 - As associações podem, nos termos de protocolos a celebrar com os estabelecimentos de educação ou de ensino e dentro das disponibilidades orçamentais destes, beneficiar de outros apoios de carácter técnico ou logístico.
Artigo 14.ºDeveres dos órgãos directivos dos estabelecimentos de educação ou de ensino
1 - Incumbe aos órgãos directivos dos estabelecimentos de educação ou de ensino, de acordo com as disponibilidades existentes:a) Viabilizar as reuniões dos órgãos das associações de pais;b) Facultar locais próprios de dimensão adequada, para a distribuição ou afixação de documentação de interesse das associações de pais.2 - A cedência de instalações para as reuniões dos órgãos das associações de pais deve ser solicitada ao órgão directivo do estabelecimento de educação ou ensino, com a antecedência mínima de cinco dias.
Ou seja, a lei permite a 6 pessoas auto-intitularem-se representativas dum universo por vezes enorme de pais e terem direito legal a participar nos orgãos de gestão duma escola em seu nome!
Alguém dúvida de que isto é a realidade???
Quem não conhece tantas e tantas associações de pais de escolas por esse país fora que nunca conseguem sequer ter pais presentes nas reuniões que convocam mas que, no entanto têm o seu representante e o seu direito a voto nas reuniões dos Conselhos Pedagógicos?!!!
Dir-se-á que é trabalho voluntário, sem compensação de espécie alguma.
Embora esse facto não altere em nada a questão da legitimidade democrática das direcções das A.P.E.E., a verdade é que nem sequer é assim, pois o facto de se ser dirigente associativo também confere algumas regalias constantes de documento legal (o estatuto do dirigente associativo), que a seguir se transcreve:
Artigo 3.ºPrincípio geral1 - Os dirigentes associativos voluntários não podem ser prejudicados nos seus direitos e regalias no respectivo emprego por virtude do exercício de cargos de direcção nas associações. 2 - Existindo outro regime mais favorável para o dirigente associativo voluntário, designadamente em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, esse regime prevalece sobre as disposições da presente lei. Artigo 4.ºCrédito de horas1 - As faltas dadas pelo presidente da direcção por motivos relacionados com a actividade da respectiva associação são consideradas justificadas, dentro dos seguintes limites, definidos em função do número de associados: a) Associação com um máximo de 100 associados: crédito de horas correspondente a meio dia de trabalho por mês; b) Associação com 100 a 500 associados: crédito de horas correspondente a um dia de trabalho por mês; c) Associação com 500 a 1000 associados: crédito de horas correspondente a dois dias de trabalho por mês; d) Associação com mais de 1000 associados: crédito de horas correspondente a três dias de trabalho por mês. 2 - O crédito de horas referido no número anterior pode ser utilizado por outro dirigente associativo, por deliberação da direcção, comprovada através do envio da respectiva acta às entidades empregadoras ou aos responsáveis pelo serviço público dos dirigentes associativos envolvidos. 3 - As faltas referidas nos números anteriores devem ser comunicadas à entidade empregadora ou ao responsável pelo serviço público, mediante aviso prévio prestado com antecedência mínima de quarenta e oito horas, salvo motivo relevante ou casos excepcionais devidamente justificados. 4 - Em sede do Conselho de Concertação Social poderá ser fixado um âmbito de aplicação mais alargado aos limites de dispensa de actividade profissional dos dirigentes associativos, referidos no n.º 1, ou outros membros de direcção executiva, quando em exercício de actividades relacionadas com a associação. Artigo 5.ºNão cumulação de crédito de horasNão pode haver lugar a cumulação do crédito de horas pelo facto de o dirigente associativo não exercer o direito previsto no artigo 4.º desta lei em determinado mês nem pelo facto de o trabalhador ser dirigente de mais de uma associação. Artigo 6.ºRegime de faltas1 - As faltas dadas ao abrigo do disposto no artigo 4.º pelos dirigentes associativos voluntários que sejam trabalhadores da Administração Pública são consideradas justificadas, não implicando perda de remuneração. 2 - Caso as entidades empregadoras decidam assumir os encargos remuneratórios correspondentes às faltas dadas por dirigentes associativos voluntários ao seu serviço, nos termos do n.º 1 do artigo 4.º, tais encargos serão considerados custos ou perdas para efeitos de IRC, sendo levados a custos em valor correspondente a 120% do total. Artigo 7.ºTempo de serviçoO tempo de serviço prestado às associações nos termos do artigo anterior conta para todos os efeitos como tempo de serviço prestado no local de trabalho, designadamente para promoções, diuturnidades, benefícios sociais ou outros direitos adquiridos. Artigo 8.ºMarcação de fériasOs dirigentes associativos voluntários têm direito à marcação de férias de acordo com as necessidades associativas, salvo se daí resultar incompatibilidade insuprível com o plano de férias da entidade empregadora ou do serviço. Artigo 9.ºSeguro de acidentes pessoais1 - Os dirigentes associativos voluntários beneficiam de um seguro de acidentes pessoais em deslocações fora do território nacional. 2 - Haverá uma comparticipação em 75% do prémio devido por seguros de acidentes pessoais que se destinem a cobrir a participação dos dirigentes associativos voluntários nas deslocações referidas no número anterior, mediante requerimento ao membro do Governo com competência na respectiva área de actividade, juntamente com os documentos comprovativos da natureza da deslocação, do seguro realizado e dos riscos cobertos. 3 - A comparticipação referida no número anterior só pode abranger um dirigente por deslocação. 4 - A comparticipação tem como limite máximo o valor do prémio correspondente a um capital igual a 400 vezes o salário mínimo nacional.
Na sequência desta sua constituição, muitas destas associações unem-se e formam uma confederação.
Depois a esta confederação de Associações que na verdade só se representam a elas próprias, é otorgado o direito de se pronunciar em nome de todos os pais e encarregados de educação deste país!
Mas....de quais pais????
Da grande maioria dos pais que nunca deu nenhuma opinião porque nunca participou em nenhuma reunião de associações de pais???
Não é de democracia que se trata mas sim de deficit democrático e de usurpação de competências!!!
Qual é a legitimidade democrática real da maioria das associações de pais das escolas portuguesas?
Quais as exigências legais que permitem assegurar essa mesma legitimidade democrática?
Na realidade, elas não existem de todo. Para a constituição de uma associação de Pais numa escola basta meia dúzia de pais ou nem tantos.... Eis o que diz a lei:
Artigo 5.ºConstituição
1 - Os pais e encarregados de educação que se queiram constituir em associação de pais devem aprovar os respectivos estatutos.2 - Depois de aprovados, os estatutos devem ser depositados na Secretaria-Geral do Ministério da Educação, acompanhados de uma lista dos respectivos outorgantes, com identificação completa e morada de cada um, e de certificado de admissibilidade da denominação da associação, emitido pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas.3 - O Ministério da Educação remeterá cópia dos documentos referidos no número anterior à Procuradoria-Geral da República para controlo de legalidade, após o que promoverá a respectiva publicação gratuita no Diário da República.4 - As associações de pais podem funcionar, a título provisório, logo que se mostre cumprido o disposto no n.º 2.(Aditado pelo Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Et c'est fait!
Depois, mais sócios a pagar quotas dão mais dinheiro, menos sócios darão menos...mas aquelas 6 pessoas que se autoconstituiram em Associação de Pais duma escola, gozam para todos os efeitos, dos direitos estabelecidos na Lei e que não são poucos, (para além de receberem subsídios de diversas entidades), senão vejamos:
Artigo 9.ºDireitos
Constituem direitos das associações de pais:a) Pronunciar-se sobre a definição da política educativa;b) Participar na elaboração de legislação sobre educação e ensino;c) Participar, nos termos da lei, na administração e gestão dos estabelecimentos de educação ou de ensino;d) Reunir com os órgãos de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino em que esteja inscrita a generalidade dos filhos e educandos dos seus associados, designadamente para acompanhar a participação dos pais nas actividades da escola;e) Distribuir a documentação de interesse das associações de pais e afixá-la em locais destinados para o efeito no estabelecimento de educação ou de ensino;f) Beneficiar de apoio documental a facultar pelo estabelecimento de educação ou de ensino ou pelos serviços competentes do Ministério da Educação;g) Beneficiar de isenção de emolumentos e taxas a cobrar pelo pedido de emissão de certificados de admissibilidade da denominação e do respectivo cartão de identificação de pessoa colectiva. (revogado pelo Regulamento Emolumentar dos Registos e Notariado, alínea e), do nº1, art.º 2º do DL nº322-A/2001, de 14 de Dezembro. Norma de revogação geral: “Todas as normas que contenham isenções ou reduções emolumentares relativamente a actos praticados nos serviços dos registos e do notariado.”)(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 10.ºParticipação na definição da política educativa
As associações de pais, através das respectivas estruturas representativas, têm a faculdade de estar representadas nos órgãos consultivos no domínio da educação, a nível local, bem como em órgãos consultivos a nível regional ou nacional com atribuições nos domínios da definição e do planeamento do sistema educativo e da articulação desta com outras políticas sociais.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 11.ºParticipação na elaboração da legislação
As associações de pais, através das respectivas confederações, são consultadas no processo de elaboração de legislação sobre educação e ensino.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 12.ºReunião com órgãos directivos
1 - As reuniões entre as associações de pais e os órgãos de administração e gestão dos estabelecimentos de educação ou de ensino podem ter lugar sempre que qualquer das referidas entidades o julgue necessário.2 - Sempre que a matéria agendada para a reunião o aconselhe, pode a associação de pais solicitar aos órgãos de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino que sejam convocados para as reuniões outros agentes do mesmo estabelecimento.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)
Artigo 13.ºApoio documental
1 - O apoio documental às associações de pais compreende o acesso a legislação sobre educação e ensino, bem como a outra documentação de interesse para as mesmas associações.(redacção do Decreto-Lei n.º 80/99 de 16 de Março)2 - As associações podem, nos termos de protocolos a celebrar com os estabelecimentos de educação ou de ensino e dentro das disponibilidades orçamentais destes, beneficiar de outros apoios de carácter técnico ou logístico.
Artigo 14.ºDeveres dos órgãos directivos dos estabelecimentos de educação ou de ensino
1 - Incumbe aos órgãos directivos dos estabelecimentos de educação ou de ensino, de acordo com as disponibilidades existentes:a) Viabilizar as reuniões dos órgãos das associações de pais;b) Facultar locais próprios de dimensão adequada, para a distribuição ou afixação de documentação de interesse das associações de pais.2 - A cedência de instalações para as reuniões dos órgãos das associações de pais deve ser solicitada ao órgão directivo do estabelecimento de educação ou ensino, com a antecedência mínima de cinco dias.
Ou seja, a lei permite a 6 pessoas auto-intitularem-se representativas dum universo por vezes enorme de pais e terem direito legal a participar nos orgãos de gestão duma escola em seu nome!
Alguém dúvida de que isto é a realidade???
Quem não conhece tantas e tantas associações de pais de escolas por esse país fora que nunca conseguem sequer ter pais presentes nas reuniões que convocam mas que, no entanto têm o seu representante e o seu direito a voto nas reuniões dos Conselhos Pedagógicos?!!!
Dir-se-á que é trabalho voluntário, sem compensação de espécie alguma.
Embora esse facto não altere em nada a questão da legitimidade democrática das direcções das A.P.E.E., a verdade é que nem sequer é assim, pois o facto de se ser dirigente associativo também confere algumas regalias constantes de documento legal (o estatuto do dirigente associativo), que a seguir se transcreve:
Artigo 3.ºPrincípio geral1 - Os dirigentes associativos voluntários não podem ser prejudicados nos seus direitos e regalias no respectivo emprego por virtude do exercício de cargos de direcção nas associações. 2 - Existindo outro regime mais favorável para o dirigente associativo voluntário, designadamente em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, esse regime prevalece sobre as disposições da presente lei. Artigo 4.ºCrédito de horas1 - As faltas dadas pelo presidente da direcção por motivos relacionados com a actividade da respectiva associação são consideradas justificadas, dentro dos seguintes limites, definidos em função do número de associados: a) Associação com um máximo de 100 associados: crédito de horas correspondente a meio dia de trabalho por mês; b) Associação com 100 a 500 associados: crédito de horas correspondente a um dia de trabalho por mês; c) Associação com 500 a 1000 associados: crédito de horas correspondente a dois dias de trabalho por mês; d) Associação com mais de 1000 associados: crédito de horas correspondente a três dias de trabalho por mês. 2 - O crédito de horas referido no número anterior pode ser utilizado por outro dirigente associativo, por deliberação da direcção, comprovada através do envio da respectiva acta às entidades empregadoras ou aos responsáveis pelo serviço público dos dirigentes associativos envolvidos. 3 - As faltas referidas nos números anteriores devem ser comunicadas à entidade empregadora ou ao responsável pelo serviço público, mediante aviso prévio prestado com antecedência mínima de quarenta e oito horas, salvo motivo relevante ou casos excepcionais devidamente justificados. 4 - Em sede do Conselho de Concertação Social poderá ser fixado um âmbito de aplicação mais alargado aos limites de dispensa de actividade profissional dos dirigentes associativos, referidos no n.º 1, ou outros membros de direcção executiva, quando em exercício de actividades relacionadas com a associação. Artigo 5.ºNão cumulação de crédito de horasNão pode haver lugar a cumulação do crédito de horas pelo facto de o dirigente associativo não exercer o direito previsto no artigo 4.º desta lei em determinado mês nem pelo facto de o trabalhador ser dirigente de mais de uma associação. Artigo 6.ºRegime de faltas1 - As faltas dadas ao abrigo do disposto no artigo 4.º pelos dirigentes associativos voluntários que sejam trabalhadores da Administração Pública são consideradas justificadas, não implicando perda de remuneração. 2 - Caso as entidades empregadoras decidam assumir os encargos remuneratórios correspondentes às faltas dadas por dirigentes associativos voluntários ao seu serviço, nos termos do n.º 1 do artigo 4.º, tais encargos serão considerados custos ou perdas para efeitos de IRC, sendo levados a custos em valor correspondente a 120% do total. Artigo 7.ºTempo de serviçoO tempo de serviço prestado às associações nos termos do artigo anterior conta para todos os efeitos como tempo de serviço prestado no local de trabalho, designadamente para promoções, diuturnidades, benefícios sociais ou outros direitos adquiridos. Artigo 8.ºMarcação de fériasOs dirigentes associativos voluntários têm direito à marcação de férias de acordo com as necessidades associativas, salvo se daí resultar incompatibilidade insuprível com o plano de férias da entidade empregadora ou do serviço. Artigo 9.ºSeguro de acidentes pessoais1 - Os dirigentes associativos voluntários beneficiam de um seguro de acidentes pessoais em deslocações fora do território nacional. 2 - Haverá uma comparticipação em 75% do prémio devido por seguros de acidentes pessoais que se destinem a cobrir a participação dos dirigentes associativos voluntários nas deslocações referidas no número anterior, mediante requerimento ao membro do Governo com competência na respectiva área de actividade, juntamente com os documentos comprovativos da natureza da deslocação, do seguro realizado e dos riscos cobertos. 3 - A comparticipação referida no número anterior só pode abranger um dirigente por deslocação. 4 - A comparticipação tem como limite máximo o valor do prémio correspondente a um capital igual a 400 vezes o salário mínimo nacional.
Na sequência desta sua constituição, muitas destas associações unem-se e formam uma confederação.
Depois a esta confederação de Associações que na verdade só se representam a elas próprias, é otorgado o direito de se pronunciar em nome de todos os pais e encarregados de educação deste país!
Mas....de quais pais????
Da grande maioria dos pais que nunca deu nenhuma opinião porque nunca participou em nenhuma reunião de associações de pais???
Não é de democracia que se trata mas sim de deficit democrático e de usurpação de competências!!!
terça-feira, setembro 12, 2006
Ainda bem que amanhã já é segunda-feira!!!
Não há nenhuma razão de carácter pedagógico ou didáctico que possa servir de argumento para o calendário escolar ter início antes de 15 de Setembro.
Muito antes pelo contrário!
Na verdade, a necessidade de uma preparação cuidada do funcionamento das escolas, elaboração de horários, organização de espaços de actividades extra-lectivas, criação de condições físicas e humanas para que o ano escolar se desenvolva da melhor forma, aponta para tudo menos para um pressionar das escolas, professores, auxiliares de acção educativa e funcionários administrativos no sentido de "pôr a escola em marcha" a todo o vapôr.
Infelizmente, continua a querer entender-se a escola, não como um local de aprendizagem dos alunos mas como um local de armazenamemnto de alunos.
E só neste cotexto de entendimetno se pode compreender a histeria da CONFAP pelo facto das escolas, respeitando a lei, terem optado pela data que, apesar de desfavorável, melhor permite a preparação do desenvolvimento das actividades escolares.
Mas, para além das necessidade de proporcionar às escolas o tempo adequado para a preparação do novo ano escolar, deve ainda considerar-se o clima português e ter em consideração que as temperaturas elevadas que se têm vindo a registar neste últimos dias do mês de Setembro são tudo menos convidativas para que os alunos estejam encerrados dentro de salas (e de ano para ano cada vez o estão mais tempo) com a atenção necessária para conseguirem aprender.
Parece que à CONFAP o que interessa mesmo é que os pais se "consigam ver livre dos filhos" o quanto mais depressa melhor, preocupando-se pouco com as consdições para a sua aprendizagem.
Faz lembrar a velha expressão que todos nós já ouvimos:
Muito antes pelo contrário!
Na verdade, a necessidade de uma preparação cuidada do funcionamento das escolas, elaboração de horários, organização de espaços de actividades extra-lectivas, criação de condições físicas e humanas para que o ano escolar se desenvolva da melhor forma, aponta para tudo menos para um pressionar das escolas, professores, auxiliares de acção educativa e funcionários administrativos no sentido de "pôr a escola em marcha" a todo o vapôr.
Infelizmente, continua a querer entender-se a escola, não como um local de aprendizagem dos alunos mas como um local de armazenamemnto de alunos.
E só neste cotexto de entendimetno se pode compreender a histeria da CONFAP pelo facto das escolas, respeitando a lei, terem optado pela data que, apesar de desfavorável, melhor permite a preparação do desenvolvimento das actividades escolares.
Mas, para além das necessidade de proporcionar às escolas o tempo adequado para a preparação do novo ano escolar, deve ainda considerar-se o clima português e ter em consideração que as temperaturas elevadas que se têm vindo a registar neste últimos dias do mês de Setembro são tudo menos convidativas para que os alunos estejam encerrados dentro de salas (e de ano para ano cada vez o estão mais tempo) com a atenção necessária para conseguirem aprender.
Parece que à CONFAP o que interessa mesmo é que os pais se "consigam ver livre dos filhos" o quanto mais depressa melhor, preocupando-se pouco com as consdições para a sua aprendizagem.
Faz lembrar a velha expressão que todos nós já ouvimos:
"Ah, filho, ainda bem que amanhã já é segunda-feira e vais para a escola, que já não te consigo aturar em casa!
segunda-feira, setembro 11, 2006
sábado, setembro 09, 2006
30 anos depois, relembrando MAO Zedong

Ano de 1966. O ano da 1ª "Revolução Cultural".
Objectivo real: destruir os opositores às políticas do "Grande Lider".
Durante este período negro da China, em que milhões de pessoas foram assassinadas, também os professores estiveram na linha da frente como inimigos a destruir.
Então, por todas as escolas do país, os estudantes munidos do Livrinho Vermelho dos pensamentos de Mao, atavam professores a cadeiras, espancavam-nos, exibiam-nos com cartazes atados com slogans humilhantes e em muitos casos matavam-nos.
SENHORA MINISTRA, PARA QUANDO A DISTRIBUIÇÂO AOS PAIS E AOS ALUNOS DUM LIVRINHO VERMELHO DE SUA AUTORIA???
Carrilho tinha razão
E aí está ela em funcionameneto de novo.
A Central de informação do governo.
É ver as notícias nos jornais relatando estudos e mais estudos em que se pretende fazer crer que os professores ganham bem, e que são são uns privilegiados da sociedade.
Só que tais notícias surgem no exacto momento em que o Governo pretende impor uma nova carreira docente que se traduz numa descida significativa dos vencimentos dos professores.
Coincidências????
Claro que não.
É a "Central de Informações" em funcionamento, tentando, mais uma vez mobilizar "os fantoches da ministra" na luta contra os professores.
E tudo, sempre tudo, a bem do ensino....
Carrilho bem alertou.
A Central de informação do governo.
É ver as notícias nos jornais relatando estudos e mais estudos em que se pretende fazer crer que os professores ganham bem, e que são são uns privilegiados da sociedade.
Só que tais notícias surgem no exacto momento em que o Governo pretende impor uma nova carreira docente que se traduz numa descida significativa dos vencimentos dos professores.
Coincidências????
Claro que não.
É a "Central de Informações" em funcionamento, tentando, mais uma vez mobilizar "os fantoches da ministra" na luta contra os professores.
E tudo, sempre tudo, a bem do ensino....
Carrilho bem alertou.
O PIB como referência
"Tendo como valor de referência o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de cada país, Ben Jensen disse que, de acordo com dados de 2003, Portugal só é ultrapassado pela Coreia e pelo México" - in Correio da Manhã
Ben Jensen não fez o estudo relativamente aos indigentes que vivem de pedir esmolas e que dormem por aí por esses bancos dos jardins.
E foi pena.
É que se o fizesse, e tomasse mais uma vez por referência, o PIB per capita, ficaríamos também a saber que esses mesmos indigentes são riquíssimos, pois, tendo o PIB como referência, auferem das maiores esmolas mensais, no universo dos países da OCDE.
Porque....
É mesmo tudo uma questão de PIB per capita....
Ben Jensen não fez o estudo relativamente aos indigentes que vivem de pedir esmolas e que dormem por aí por esses bancos dos jardins.
E foi pena.
É que se o fizesse, e tomasse mais uma vez por referência, o PIB per capita, ficaríamos também a saber que esses mesmos indigentes são riquíssimos, pois, tendo o PIB como referência, auferem das maiores esmolas mensais, no universo dos países da OCDE.
Porque....
É mesmo tudo uma questão de PIB per capita....
terça-feira, setembro 05, 2006
Hino a um Homem consequente

Pois, bem sei, não inicio a rentrée falando de ensino...
Mas não resisto a prestar aqui a minha homenagem a este grandioso camarada!
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante,Pina Moura, avante, camarada
E a luz chegará para todos nós!
Ergue da noite, clandestino,
À luz da electricidade,
Que a iberdrola vai nascendo
Em nossas vozes vai crescendo
Um novo hino à claridade
Que a Iberdrola vai nascendo
Em nossas vozes vai crescendo
Um novo hino à claridade
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, Pina Moura, avante, camarada
E a luz chegará para todos nós!
Cerrem os punhos, companheiros,
Já vai tombando a EDP.
Libertemos sem demora
O mercado à Iberdrola
Ai quem te viu e quem te vê….
Libertemos sem demora
O mercado à Iberdrola
Ai quem te viu e quem te vê….
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante,Pina Moura, avante, camarada
E a luz chegará para todos nós!
Para um novo clarear
Junta-te a nós, companheiro,
Que comigo vais levar
A cada canto, a cada lar
Os electrões do estrangeiro
Que comigo vais levar
A cada canto, a cada lar
Os electrões do estrangeiro
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, Pina Moura, avante, camarada
A Iberdrola será de todos nós!
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