quarta-feira, dezembro 29, 2010

OS TEXTOS CONSTANTES DESTE BLOG SÃO OBVIAMENTE DA AUTORIA DO AUTOR DO BLOG E NÃO DE GERAÇÃO ESPONTÂNEA, EXCEPTO, NATURALMENTE AQUELES QUE EXPRESSAMENTE SÃO INDICADOS COMO PERTENCENDO A OUTROS AUTORES. PODEM SER USADOS NOUTROS BLOGS E SITES MAS DEVERÃO SER ACOMPANHADOS SEMPRE DO NOME DO SEU AUTOR OU DO NOME DO BLOG DE ONDE FORAM RETIRADOS. OBRIGADO AOS QUE RESPEITAM OS DIREITOS DE AUTOR E QUE COMPREENDEM QUE, MESMO NA NET, A ÉTICA NÃO FAZ DORES DE BARRIGA A NINGUÉM....

terça-feira, agosto 31, 2010

segunda-feira, agosto 30, 2010

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Mais uma vez....os critérios de avaliação.
Estou farto.
Ano após ano as mesmas discussões intermináveis que, se multiplicadas pelo número de escolas existentes em todo o território nacional, dariam, só num ano, quilómetros e mais quilómetros de palavras repetidas, contraditadas, editadas,plagiadas....
No próximo ano, haverá mais, nos outros e nos outros tal como já aconteceu nos anteriores e nos anteriores aos anteriores.
E depois é vê-los, como se da própria Vida em defesa se levantassem.... E esgrimem palavras, certezas feitas de não se sabe de onde, e gritam, amuam, encoleram. E até vão para casa em depressão.
Até que dão os níveis. E segue-se o interregno das aulas até ao próximo momento alto da discussão da avaliação.

Se se perdesse um quarto deste tempo de discussão avaliativa na preparação didáctica e pedagógica, as nossas escolas teriam muito menos meninos reprovados.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

4 anos de tempo perdido

Alguém disse um dia que o problema da "pressa" é que ela nos faz, normalmente, perder muito tempo.

Os dias que correm, em temos de políticas educativas concrtas, com o processo negocial com os sindicatos, em curso, mais não é do que o desfazer de eqyívocos de quem acha que as realidades se mudam por decreto.
Temos,pois, uma mala cheia de pacotes legislativos virtuais, que ao longo dos últimos 4 anos para mais não serviram do que ara criar uma enorme instabilidade na realidade concreta das escolas e b realidade das vidas profissionais dos seus agentes e vidas escolares dos discente, para criar falsas perspectivas, criar ilusões e na prática ir afastando do empenho e retirando motivação aos profissionais mais competentes, porque os outros lá vão andando como sempre andaram continuando a vegetar pelas escolas fazendo o menos possível

Na verdade o ataque legislativo à classe docente (porque dum verdadeiro ataque se tratou) não conseguiu atingir nenhuma das metas ao nível da melhoria do ensino, mas conseguiu, isso sim, afastar de muitas escolas os melhores professores, que antecipadamente pediram a reforma por não aguentarem mais a situação e desmotivou aqueles cuja pratica diária sempre se havia pautado pelo empenho e dedicação aos alunos. Os outros....os outros lá foram furando por entre os pingos da chuva, não alterando uma vírgula na sua prática diária....a não ser no momento de se proporem ao muito bom, acarreando para dentro de portefólios de duvidosa idoneidade, papéis, ficheiros e outros relambórios para "inglês ver", mas que, no essencial, foi resultando. (para eles claro).

Agora, o enorme trabalho de ir progressivamente desfazendo as parvoíces feitas,processo melindroso para quem nele está verdadeiramente empenhado.

E o José?
Estava bem antes e está bem agora...
O bode expiatório foi-se. O José fica, como sempre na maior.
Se calhar ele nem sabia das políticas concretas da ministra, pois se também não sabia de tantas outras coisas!

E a ministra...Será alvo de processo avaliativo?

Irá indemnizar o estado português pelos danos causados pela sua acção ao Sistema Educativo Português?




Será verdade?

Ver imagem em tamanho real

Sócrates vacina-se contra a gripe



Apareceu nos jornais e nas televisões. Para incentivar a população â vacinação em massa e desmistificar alguns medos que por aí surgiram relativamebte à vacina contra a gripe A.

Mas... Qual a vacina que foi efectivamente administrada a José Sócrates?

É que, segundo fontes próximas, a vacina que foi efectivamente administrada ao nosso Primeiro terá sido a vacina contra a Gripe Sazonal e não a vacina contra a gripe A....

Mais um momento de mistificação ???

segunda-feira, junho 29, 2009

os Portfolios

Se o qualidade do nosso sistema educativo correspondesse à qualidade dos portfolios dos professores em avaliação, por certo estaríamos não na cauda mas à cabeça do Mundo, em termos de resultados escolares!
E então não é que alguns dos professores que apresentam tão maravilhosos trabalhos, também são alguns dos que apresentam, nas suas turmas e disciplinas um maior insucesso escolar?

Que pena que haja aulas e alunos...
Ah, se o sistema fosse feito apenas de portfolios!

Retomemos a escrita

Já faz bastante tempo que deixei este blog adormecido.
Tempo de espreguiçar elevantar da cama!

quarta-feira, agosto 08, 2007



O Zé é que faz falta!!!!!!





E desta vez a campanha até que era verdadeira





Fazia mesmo falta, a António Costa....

terça-feira, agosto 07, 2007

O Parecer do Provedor de Justiça

Provedor de Justiça dá razão às críticas dos professores

Maria de Lurdes, qual virgem ofendida, responde: só tomei conhecimento pelos jornais

Na sua posição, o Senhor Provedor refere-se ao “carácter desequilibrado, desproporcionado e, portanto, desadequado da ponderação atribuída à classificação de ‘Satisfaz’ e à de ‘Bom’”, lembrando que o próprio ECD, no seu artigo 16.º, decidiu não fazer qualquer distinção entre ambas. Neste concurso, o “Bom” é ponderado 5 vezes mais do que o “Satisfaz”.
Em relação aos cargos desempenhados e ponderados para acesso à categoria de titular, refere-se não ser possível “alcançar conclusões sobre quais os cargos e funções, com um grau razoável de certeza, se podem qualificar como materialmente equiparáveis aos constantes no elenco legal”, deixando implícita uma posição crítica à não consideração de inúmeros cargos e funções desempenhados pelos docentes. O Senhor Provedor acrescenta que partilha “com os docentes algumas perplexidades e dúvidas que a formulação legal suscita” na medida em que admite que o anexo contendo cargos pontuáveis não terá esgotado “o universo de actividades que poderiam assumir relevância neste contexto”.
De seguida, o Senhor Provedor posiciona-se criticamente perante a distinção que é feita pelo ME entre os docentes que se encontravam com funções dirigentes no próprio Ministério (que podem não revestir carácter técnico-pedagógico) e os que desempenham funções em outros serviços ou cargos e funções legalmente equiparadas a serviço docente. Indo mais longe na crítica, refere que muitas das situações que o ME penaliza correspondem a funções e cargos “cujo exercício, por imposição legal, não deve prejudicar a carreira de origem”, o que põe em causa “o direito à carreira dos docentes visados”. Encontram-se neste grupo, entre outros, os dirigentes sindicais ou os autarcas a tempo integral, que são extremamente prejudicados pelas regras impostas para este concurso.
No capítulo das faltas, férias e licenças a crítica vai para a forma como foram penalizadas “faltas por doença”, “faltas por conta do período de férias” e, também, as que se referem a “assistência de filhos menores de 10 anos e a outros familiares”.
Relativamente às matérias antes referidas, o Senhor Provedor considera que o ME, no âmbito da fase de recurso instruído, que decorre agora, poderá conferir “uma equitativa e ponderada aplicação das regras concursais”.
Mais adiante, a posição do Senhor Provedor refere-se aos docentes do 10.º escalão (topo da carreira) que, não tendo atingido os 95 pontos impostos pelo ME, viram, na sua escola e no seu departamento, colegas de escalões inferiores e com menor pontuação ingressar na categoria de titular. A posição do Senhor Provedor vai no sentido de ser aberto novo prazo de concurso para estes professores do 10.º escalão, sem prejuízo do provimento de todos os que ingressaram na fase concursal anterior.
Novo prazo de candidatura é o que também é proposto para os professores que no momento do concurso se encontravam com dispensa total ou parcial de componente lectiva, por motivo de doença, e, por essa razão, foram impedidos de concorrer - in http://www.spgl.pt/artigo_simples.aspx?sid=18315392-00d7-4d4e-a764-359d15a1bcca&cntx=mpNWvfy%2BM8EHrW1Y797B5zvcOMOC4obn3WQ0lJtta8g8B8hAS8CQ%2ByISe1eze8p68Hvnn0K1GR5z5jmWpPtFttRlCait0K%2FkOBDz13BCemg%3D

sábado, agosto 04, 2007

A opinião de Helena Matos

Vai grande escândalo na pátria por causa das criancinhas contratadas parafazerem de conta que eram alunos na sessão de apresentação do Plano Tecnológico da Educação. Não percebo porquê. Como sabe qualquer pessoa quetenha os filhos nas escolas públicas, estas não funcionam nesta época doano, logo as criancinhas só por intervenção divina ou contratação terrena ali estariam.Como bem respondeu à jornalista o rapaz que fazia de aluno: "Chamaram-mepara uma publicidade e estou aqui agora." Esta criança é um analista deprimeira linha porque na verdade definiu muito bem não apenas a sua situação mas também a nossa: chamaram-nos para uma publicidade e aqui estamos. Poisnão sendo este Governo o primeiro que chama os portugueses para apublicidade, caracteriza-se pelo facto de não nos suportar em qualquer outra ocasião. Os únicos acontecimentos em que o Governo se sente à vontade sãoaquelas sessões em que nos garante que a nossa vida vai mudar radicalmenteem consequência duma nova tecnologia para a qual o executivo nos vai mobilizar. Estes anúncios sucedem-se a uma velocidade tal que esquecemosrapidamente os anteriores. Por exemplo, onde param os dez milhões de caixasde correio electrónicas que os CTT lançaram em 2006 e que custariam a módica quantia de 2,5 milhões de euros?Contudo, o quadro interactivo agora anunciado pelo Governo é muito maispatético do que a caixa electrónica que os interessados têm de activaratravés duns procedimentos contemporâneos do papel selado. É mais patético porque, ao escutar-se Sócrates a explicar as maravilhas do dito quadro, sepercebe como ele acha que tudo se resume aos adereços. Ao contrário do queafirmou o nosso primeiro-ministro, a relação professor-aluno não muda por causa dum brinquedo que desenha de forma perfeita os ângulos dos losangos. Oquadro interactivo não faz falta alguma ou melhor dizendo faz tanta faltaquanto antes deles fizeram os ainda recentes acetatos ou já os desaparecidos flanelógrafos: se o professor for bom e se a turma estiver motivada, essesobjectos ajudam a tornar mais interessante aquilo que já o é. Casocontrário, ou seja, se o professor for mau e se os alunos não estiverem interessados, então todas essas apregoadas maravilhas se transformam numatralha grotesca.Mais do que os edifícios e do que os equipamentos, as escolas são aspessoas. E não apenas os professores e os alunos. Por exemplo, muitas das mais graves agressões registadas nas escolas acontecem porque existemespaços e horários em que não se avista um funcionário, vulgo contínuo.Quando agora se anuncia a instalação de sistemas de alarme e devideovigilância nas escolas "para protecção externa e salvaguarda do investimento de que os estabelecimentos têm sido alvo", não faria maissentido optar-se por reforçar a componente humana dessa vigilância? Oprincipal objectivo da vigilância, acreditava eu, era a segurança dos alunos, professores e funcionários e só depois a dos equipamentos. Mas aooptar-se pela videovigilância e pelos sistemas de alarme opta-se claramentepor defender o quadro elecrónico e não as pessoas.A escola do futuro anunciada por Sócrates é um local onde as figuras de autoridade como o professor e os funcionários são cada vez mais menorizadase substituídas, nas aulas, pelos quadros interactivos e, nos pátios, pelascâmaras de videovigilância. Esta escola é o resultado dum governo que sofre duma variante da antropofobia aplicada especialmente aos portugueses. Não háinteractividade que nos valha. Jornalista

quarta-feira, julho 25, 2007

Outra opinião

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

SINAIS DOS TEMPOS UM ESTADO PERMANENTE DE ALERTA, PARECE SER, NOS PRÓXIMOS TEMPOS, A NOSSA SINA
Ontem, e só ontem, vi numa página da Internet as listas de candidatos admitidos e excluídos do Concurso de Professores Titulares que está a decorrer no âmbito da reestruturação do Estatuto da Carreira Docente (não superior). A acompanhar a lista de excluídos apareciam tipificadas, através de códigos/letras, as razões para uma possível exclusão. Uma delas, a que corresponde ao código/letra I, apresenta uma razão que, do ponto de vista do enquadramento geral político, é, no mínimo, muito preocupante.Vejamos então a fotografia do documento:
(clique para ver melhor)
Lê-se: "Por realizar e/ou participar, comprovadamente, em actos ilícitos do ponto de vista das leis que regem as comunicações electrónicas."Consultei o
Decreto-Lei nº 200/2007, de 22 de Maio, que enquadra legislativamente o concurso, e em nenhum lugar vejo referido o conjunto de razões para uma possível exclusão, entretanto publicitadas nas listagens. Salvo melhor opinião, parece tratar-se de mais um normativo com aplicações retroactivas, como infelizmente já vai sendo um hábito, nesta legislatura.Mas muito pior que isso, é o sinal dos tempos, que nos é dado pelo código/letra I.
Como é evidente não está em causa - muito pelo contrário - a existência de regras num concurso, designadamente, a tipificação das situações que, pela sua gravidade, possam e devam constituir motivo para uma exclusão. O problema -tal como em muitas outras questões - está na imensidão espectral de possibilidades que enformam este não rigor explicitado.
Dito de outra maneira "bem curta e grossa": um professor que realize e/ou participe em alguma acção, no âmbito do Direito à Liberdade de Pensamento e de Expressão, poderá ser alvo de uma exclusão de um concurso público da Função Pública? Oxalá esteja enganada.
Publicada por Sofia Bochmann em

Uma opinião

Publicada no forum os professores (http://www.phpbbplanet.com/forum/index.php?sid=77ad13796b8122e4aba80170399be73b&mforum=fagulha):

"...Os computadores serão vendidos a 150 euros cada, tendo depois associada uma assinatura mensal do serviço de banda larga móvel da operadora do grupo PT. Os alunos do 10º ano pagarão uma mensalidade de 15 euros, tendo que ficar clientes da TMN por um prazo mínimo de 12 meses, enquanto que os docentes pagarão 17,5 euros mensais, tendo um contrato de fidelização de 36 meses associado a esta oferta."http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=299794.......Pronto ficamos a saber que os pc's vão custar 780 Euros (150+17.5*36) e que se fica hipotecado por 3 anos.Sim pq quem já tem ligação à internet em casa não precisa da tmn para nada, basta colocar um AP e já está. A ligação do pc de secretária não vai para o lixo, não é?!Seja em cafes, seja em escolas as ligacoes wireless que já existem são grátis (continuamos a não precisar da tmn).Em qualquer loja online temos os mesmos preços ou por mais 10 euros temos pc's muito melhores.Afinal porquê tanto alarido!!!

terça-feira, julho 24, 2007

A melhor frase do ano:

Ora concerteza que não, tem cada uma! Ora essa!
- José Sócrates

Desmentindo o facto de crianças terem sido pagas para estarem na sua sessão se apresentação do choque tecnológio na educação.

Porque....factos também se podem desmentir!(?)
Mais do que um choque tecnológico, o que precisamos mesmo é dum choque civilizacional

quinta-feira, julho 05, 2007

Um novo conceito em democracia

A democracia do debate às escondidas:

http://www.youtube.com/watch?v=xx3s1reY9Hs

Hipocrisia elevada à máxima potência

"Para evitar casos como o dos professores a quem foi recusada a reforma por razões de saúde, o grupo parlamentar do PS defende uma formação específica para quem integre juntas médicas.Confrontados com o caso da docente com leucemia, os deputados socialistas prometeram analisar a lei. No entanto, Maria de Belém defende que o problema não está na legislação, mas na forma como é aplicada.«A questão não será propriamnete na lei, mas de uma formação específica nas pessoas que integram as juntas médicas», considerou." in http://www.sapo.pt/

Como se as actuações das juntas médicas não fossem o resultado claro e inequívoco das orientações políticas do governo P.S.

Como se as juntas médicas fossem formadas por cidadãos sem qualificação específica para as funções que desempenham e pudessem agora ser desresponsabilizados por.....falta de formação para as funções que exercem...

E entretanto, as juntas médicas parecem nebulosas em que não seria possível descriminar os seus elementos constituintes....

Mas quem são os elementos que constituem as juntas médicas, em especial auqelas juntas que obrigaram seres humanos a morrer no local de trabalho?
Têm ele nomes?
Têm eles caras?

É urgente conhecer essas pessoas.
É urgente dar a conhecer os seus rostos à opinião pública.
É urgente fazê-los saír da nebulosa junta médica, e fazê-los enfrentar os concidadãos, divulgando os seus nomes e as suas faces para que, tenham, pelo menos, vergonha na cara!!!
E para que assumam perante todos as suas responsabilidades individuais.

Aqui fica o apelo a quem os conhece. Façam chegar os seus nomes e as suas faces a este blog e aqui se divulgarão tais indivíduos.

quarta-feira, junho 27, 2007

Eduquês, Cratês e Bom-Senso

este post foi "copiado" de: http://escolaescola.blogspot.com/

Há um termo que entrou recentemente nalguns sectores da educação, com mais ou menos projecção, e que surge de uma chamada crítica às ideias românticas em educação veiculadas por um discurso apelidado de “eduquês”, que alguns, como Nuno Crato, criticam como um mal que nos tem atormentado. Isto apesar de ser um discurso e não uma prática... mas se o eduquês apenas mora nos discursos, porque ralarmo-nos com ele? Eu acho o “eduquês”, com todos os seus defeitos, menos perigoso que o “cratês” e passo a explicar:Simplificando muito posso dividir os professores em dois grupos, em relação às práticas:1- O bom professor. Aquele que usa o bom senso. Que dá espaço para a individualidade, a descoberta, para a construção do conhecimento, para as relações, para o ser humano crescer, mas também não esquece que há um currículo a cumprir, que há exigência, esforço, que há matérias que têm mesmo que ser “dadas”, decoradas e treinadas e que ele, como professor, tem de as dominar para saber transmiti-las, mas antes de mais é um professor “humano”. Em resumo, aquele que humaniza as práticas tradicionais e usa com bom senso as práticas mais activas ou as chamadas “modernas”.2- O mau professor. Aquele que fala, fala, fala, fala durante 45, 90 minutos ou uma manhã inteira, exerce uma autoridade desmesurada, limita-se a exigir o empinanço, centra-se nos resultados, põe de rasto os alunos médios ou que aprendem de forma diferente, não desenvolvendo grande parte das capacidades dos seus alunos e pondo ainda fora da escola os mais fracos.É evidente que se trata de uma redução simplista, mas serve apenas para dizer, que nunca me cruzei com práticas que se possam enquadrar naquilo que Nuno Crato descreve na sua obra crítica do Construtivismo ou Romantismo.Eu próprio fui formado em Ciências da Educação na década de 80, tirei duas pós- Graduações nos anos 90 e um mestrado no novo século e nunca me “venderam” ideias românticas da educação, onde a autoridade não fosse exercida, ou onde o currículo fosse para colocar no lixo. Não se pode dizer que alguma vez em Portugal se defendeu ou sequer praticou o construtivismo ou romantismo em estado puro em sala de aula, onde a figura do professor se limita a de um pastor de ovelhas. Fazer crer que há professores em Portugal que são formados e que praticam determinada corrente pedagógica de forma crua e dura, é desonestidade intelectual. Onde estão esses exemplos? Eu conheço bem de perto o trabalho e os resultados do Movimento da Escola Moderna e de determinadas correntes pedagógicas que poderemos aproximar desse tal “romantismo construtivista” e nem aí identifico o tal romantismo que fala Nuno Crato. São espaços educativos que usam técnicas pedagógicas diferenciadas, mas que se enquadram dentro de um sistema tradicional de ensino.Analisar apenas discursos e ler livros não deve ser base para se criticar um sistema de ensino, é preciso saber como ele se pratica e como os actores fazem a “média” entre o que emana da retórica e o que emprestam de si à sua prática.E é nesta “média” que temos avançado com bom senso, penso eu. Agora, dizer que há uma educação romântica em Portugal, ou que está implantado um discurso desse género, só em delírios. Acho que se tem dado demasiado crédito às ideias “cratistas”. Não gostaria de pensar que isso acontece por saudosismo de alguns ou para esconder a desorientação que outros possam sentir na sua prática.O que me “lixa” na disseminação do discurso “cratista”, não é o seu contributo válido para a discussão, nem sequer o demasiado e imerecido relevo que lhe dão, mas sim o perigo que representa a ausência de ideias e propostas, ou seja, da inexistência do “como fazer melhor”. Corre-se o risco de confundir a critica, com a defesa do regresso ao passado da escola tradicional no seu pior. Corre-se o risco de, ao criticar o construtivismo, defender a sua erradicação cega. Corre-se o risco de, ao gozar com o romantismo, defender as aulas sem humanismo ou paixão. Corre-se o risco de, ao achincalhar os bons professores, propor o fim de práticas pedagógicas equilibradas e com bom senso. Por isso, criticar sim… mas depois explicar como fazer melhor e para onde caminhar, sem deixar espaço livre para se instalarem os saudosistas da reguada. Mesmo que seja apenas ao nível do discurso.
Para que serve a Vida do Homem e de cada homem e mulher, em concreto?
Para que estamos aqui?


Porque, na verdade, é esta a base que nos permite comprrender e avaliar a correcção ou incorrecção das decisões políticas que por aí se vão tomando, a cada dia que passa.

Qual o valor e objectivos da organização das sociedades humanas?

Para quê e com que metas se organizam?

Se a estas questões não se procurar dar uma respoata clara, é verdadeiramente imposível ajuizar do valor das políticas concretas e impossível, por exemplo, proceder a eleições conscientes dos nossos governantes.

Fazendo remake do pensamento religioso, os nossos governantes pretendem fazer-nos crer, não numa Vida paradisíaca após a morte, num qualquer paraíso extra-terreno, mas numa Vida de alta qualidade, não para nós, para gerações localizadas num qualquer futuro que há de vir.
Esses, sim serão felizes.
A nós compete-nos construir a futura felicidade deles.

E da mesma forma que, no pensamento religioso, o sofrimento terreno é a chave para a conquista do paraíso extra-terreno, os nossos governantes também nos querem fazer crer, que para alcançarmos o paraíso para as futuras gerações, a chave é o sofrimento das gerações presentes.

Foram precisos anos e anos de civilização para que os ideólogos da região católica viessem a admitir que o alcançar do paraíso celestial não é incompatível com o trabalho pela melhoria das condições de vida diárias cá na Terra. Noutras religiões ainda esta fase não foi assumida.

Entetanto, ao nível político, a tese dominante é que o paraíso social futuro é incompatível com o bem-estar actual.

E assim, de dia para dia, vão surgindo novas restrições sociais à nossa felicidade individual e colectiva, bem apregoadas e defendidas pelos opinion makers ao serviço dos interesses daqueles que, bem instalados nas esferas priveligiadas da sociedade, que, por desígnios de deuses ou do diabo, parecem sempre dispensados de dar a sua contribuição pela via do sofrimento presente, ao alcance dos paraísos futuros - esses mesmo que, entretanto, vão ditando as regras de sofrimento cumprir, mas sempre a cumprir pelos outros, que não por eles.

E é assim que nos aparece neste momento em Portugal ( e não só) a completa desregulamentação das condições do trabalho, como chave de ouro para futuros radiosos de esperança para os que hão de vir depois da nossa morte.
Porque senão, então para quê???

"Os limites de horários diários vão deixar de existir.

um trabalhador poderá, na prática, ficar 24 horas seguidas fora de casa, afecto à actividade da empresa.

A questão dos horários de trabalhos insere-se no domínio da flexibilidade interna, que, de acordo com o relatório ontem divulgado, será uma das prioridades na revisão do Código do Trabalho. O objectivo é dar mais liberdade à organização interna das empresas, de modo a que estas se possam adaptar melhor às exigências do mercado, garantindo a competitividade do País." - in Diário de Notícias, de hoje


E então um dia, quando o país for verdadeiramente competitivo, as futuras gerações irão finalmente usufruir.... do trabalho regulamentado e da felicidade terrena..... Digo eu...
Mas talvez esse nem sequer seja um objectico e o objectivo seja apenas a competitividade do país pela competitividade do país....

Garantias?
E para quando?
Pouco importa, é afinal uma questão de fé e pouco mais que isso.

Entretanto.... alguns poucos sentirão no imediato os benefícios destas novas regras. Exactamente aqueles que as ditam!

Mas isso não passa de coincidência.

Mas que importa, se a grande verdade ja foi repetidamente afirmada e reafirmada há alguns anos atrás:

ARBEIT MACHT FREI!!!

Façamos, pois, do nosso Mundo um imenso campo de concentração!

A bem....das gerações dum qualquer futuro num tempo indeterminado.

terça-feira, junho 26, 2007